- O governo dos Estados Unidos anunciou nova rodada de sanções contra integrantes da cúpula política e militar de Cuba, atingindo nove autoridades.
- As medidas atingem a ministra das Comunicações Mayra Arevich Marín, além de generais, dirigentes do Partido Comunista e outros membros do alto escalão do governo.
- Também foram sancionados a Diretoria de Inteligência de Cuba, o principal órgão de espionagem do regime cubano.
- Entre os sancionados estão Juan Esteban Lazo Hernández, presidente da Assembleia Nacional; Roberto Tomás Morales Ojeda, dirigente do regime; e o general Joaquín Quintas Solá, vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias.
- A ofensiva faz parte da estratégia dos Estados Unidos para aumentar a pressão econômica e política sobre Havana, em meio a tensões e acusações mútuas envolvendo drones e possíveis ataques à base naval de Guantánamo.
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira, 18, uma nova rodada de sanções contra a cúpula política e militar de Cuba. A medida, promovida pelo Departamento do Tesouro, ampliou a pressão sobre o regime cubano em meio à deterioração das relações entre os dois países.
A ação atingiu nove autoridades cubanas, entre elas a ministra das Comunicações, Mayra Arevich Marín, além de generais, dirigentes do Partido Comunista e membros do alto escalão do governo. Também foi alvo a Diretoria de Inteligência de Cuba, o principal órgão de espionagem do país.
Entre os incluídos na lista de sanções estão Juan Esteban Lazo Hernández, presidente da Assembleia Nacional, Roberto Tomás Morales Ojeda, um dos principais dirigentes do regime, e o general Joaquín Quintas Solá, vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias. A ofensiva faz parte da estratégia da Casa Branca para pressionar Havana economicamente e politicamente.
Alerta de Havana
Mais cedo, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que qualquer agressão militar dos EUA provocaria um banho de sangue e teria consequências incalculáveis para a estabilidade regional. A declaração ocorreu após reportagens de veículos norte-americanos sobre supostos drones militares da Rússia e do Irã em mãos cubanas, com possível uso contra bases e navios dos EUA.
O governo de Havana negou as acusações e disse que Cuba não representa uma ameaça aos Estados Unidos. A tensão ocorre em meio a pressões dos EUA, incluindo bloqueio ampliado que ameaça combustíveis para a ilha e agrava a crise econômica cubana, com apagões e impactos no abastecimento.
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