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Aprovação de Trump se aproxima do pior patamar em seis meses da eleição

Duas pesquisas apontam queda de aprovação de Trump, próximo ao pior patamar, em meio à guerra no Irã e à inflação que freiam o apoio republicano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em frente ao canteiro de obras do novo salão de festas da Casa Branca
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  • Duas pesquisas, The New York Times/Siena e Reuters/Ipsos, indicam queda na popularidade de Donald Trump a menos de seis meses das eleições que vão renovar o Congresso.
  • Na Reuters/Ipsos, a aprovação de Trump caiu para 35%, ante 36% no levantamento anterior, chegando a apenas um ponto acima do pior nível da série.
  • Mesmo entre os republicanos, 79% aprovam o presidente, frente a 82% há pouco tempo; a base de apoio era de 91% no início do mandato.
  • A guerra no Irã e a disrupção do mercado de combustíveis no estreito de Hormuz aparecem como principais fatores de alerta sobre a condução do governo.
  • O pleito de novembro pode renovar o Congresso e, em caso de derrota ampla de aliados da Casa Branca, há possibilidade de impeachment; a aprovação por tema varia, com economia e custo de vida entre os assuntos com menor apoio.

A menos de seis meses das eleições para renovar o Congresso dos Estados Unidos, a popularidade de Donald Trump voltou a recuar, segundo pesquisas divulgadas nesta semana. The New York Times/Siena e Reuters/Ipsos indicam queda na aprovação do presidente, em meio a tensões internacionais e inflação.

Na pesquisa Reuters/Ipsos, a aprovação de Trump caiu para 35%, ante 36% do levantamento anterior, chegando a apenas um ponto acima do menor patamar já registrado. A série acompanha a gestão desde o começo do mandato, quando o índice era de 47%.

Mesmo entre republicanos, o apoio apresenta sinais de fraqueza. Pesquisa aponta 79% de aprovação entre os apoiadores do partido, contra 82% no início de maio e 91% no começo do mandato. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

A guerra no Irã e a instabilidade do mercado de combustíveis no estreito de Hormuz aparecem como fatores centrais da preocupação. Entre os republicanos, 62% aprovam a condução de Trump na questão iraniana, enquanto 28% desaprovam.

Trump afirmou a jornalistas na Casa Branca que não se importa com a insatisfação popular em relação ao conflito. Em viagem internacional prevista, ele disse que precisa agir para evitar que o mundo passe por algo grave.

O levantamento da NYT/Siena, feito entre 11 e 15 de maio com 1.507 eleitores, aponta queda na aprovação geral de 40% para 37%, e aumento na reprovação de 56% para 59%. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

Desempenho por tema mostra o custo de vida entre os assuntos com menor aprovação: economia aparece com 33%, guerra no Irã 31% e Israel-Palestina 31%. Ao todo, 44% disseram que as medidas do governo lhes trouxeram danos pessoais.

Os dados refletem tendência de longo prazo: a aprovação de Trump vem caindo desde a posse, em janeiro de 2025. Em abril, pesquisa Reuters/Ipsos já mostrava baixos indícios de confiança, com apenas 26% considerando o presidente equilibrado.

Segundo as duas sondagens, a base de apoio permanece fragilizada mesmo entre os eleitores que tradicionalmente o respaldam, com variações menores ao longo do tempo. A disputa eleitoral ocorre em meio a debates sobre autorizações e uso de forças militares.

Resultados das pesquisas

As duas sondagens destacam que, na visão pública, o governo enfrenta desafios econômicos, de política externa e de comunicação. A diferença entre os resultados aponta para uma percepção de desempenho mais negativo em temas econômicos e de segurança.

As informações são provenientes das pesquisas The New York Times/Siena e Reuters/Ipsos, divulgadas entre segunda e terça-feira, com metodologia online e amostras nacionais representativas, dentro das respectivas margens de erro.

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