- A Starbucks Korea demitiu o CEO da unidade após uma campanha de marketing que provocou protestos e pedidos de boicote.
- A promoção “Tank Day” incentivava a compra de um copo de café e, ao devolver, desconto na compra de gasolina, sendo interpretada como referência ao massacre de Gwangju de 1980.
- A campanha foi retirada rapidamente e a empresa pediu desculpas, dizendo que foi criada por uma equipe de marketing local sem entender o contexto histórico.
- O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, condenou a ação; as ações da Starbucks na Coreia caíram cerca de dez por cento após a divulgação da demissão do CEO.
- A Starbucks Korea disse que revisará políticas, reforçará o treinamento e doar parte dos lucros da campanha retirada a instituições que promovem a memória do massacre de Gwangju.
A Starbucks Korea demitiu o CEO da unidade nesta quarta-feira, após uma campanha de marketing que gerou protestos, pedidos de boicote e críticas oficiais. A ação ocorreu na Coreia do Sul, impulsionando o debate sobre responsabilidade social de marcas e memória histórica.
A promoção chamada “Tank Day” incentivava clientes a comprar um café e, ao devolver o copo, receber desconto na gasolina. A campanha foi interpretada como uma referência ao massacre de Gwangju, em 1980, quando civis foram mortos durante manifestações pró-democracia.
Imediatamente, a Starbucks Korea retirou a campanha do ar e divulgou um pedido de desculpas. A empresa alegou que a promoção foi criada por uma equipe local sem a devida compreensão do contexto histórico.
Moon Jae-in, então presidente da Coreia do Sul, condenou a promoção e chamou a empresa a adotar medidas para evitar controvérsias futuras. As ações da controladora local registraram queda de cerca de 10% após a notícia da demissão do CEO.
Reação, consequências e próximos passos
Especialistas destacam a importância de sensibilidade histórica em campanhas de marketing. A Starbucks Korea informou que revisará políticas internas e intensificará o treinamento de funcionários para evitar incidentes semelhantes.
A empresa também anunciou planos de doar parte dos lucros da campanha retirada a instituições que promovem a memória do massacre de Gwangju, como forma de reparação e apoio à memória histórica.
Observa-se que a controvérsia reacende o debate sobre limites entre marketing e respeito às memórias locais. O episódio evidencia a necessidade de políticas de comunicação mais rigorosas em mercados historicamente sensíveis.
A Starbucks reafirmou o compromisso com ações de responsabilidade social e cultural, com foco em maior cuidado e respeito às memórias locais, sem anunciar novas campanhas controversas.
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