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China amplia peso na economia da Rússia

China aumenta participação na economia russa, abastece energia e tecnologia, ampliando a dependência de Moscou e a influência de Pequim

Putin e Xi em 2025: espera-se que a influência de Pequim sobre Moscou cresça ainda mais nos próximos anos
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  • Sanções ocidentais abriram espaço para a China ampliar seu apoio comercial e financeiro à Rússia, com expectativa de avanços durante encontro entre Putin e Xi em Pequim.
  • Em dois anos, a Rússia enviou cerca de 129 bilhões de dólares em mercadorias para a China em 2024, grande parte em petróleo, carvão e gás com grandes descontos.
  • China comprou mais de 319 bilhões de euros em combustíveis fósseis russos desde o início do conflito, enquanto exportou quase 116 bilhões de dólares em bens para a Rússia.
  • Pequim forneceu à Rússia bens de uso dual, tecnologias civis com uso militar, além de imagens de satélite e drones, ajudando a sustentar a indústria de defesa russa.
  • A desdolarização avança: mais de 99% do comércio bilateral já é liquidado em rublos e yuans; a yuanização aumenta a dependência russa da economia chinesa e das decisões de Pequim.

A relação entre Rússia e China ganha alicerces mais fortes diante das sanções Ocidentais impostas à Rússia por causa da guerra na Ucrânia. Pequim emergiu como parceiro comercial e financeiro estratégico para Moscou, com encontros previstos em Pequim para tratar de cooperação econômica e energética.

Segundo analistas, o objetivo central é manter o fluxo de receita para a Rússia, especialmente em energia, enquanto a China busca garantir fornecimento estável de insumos e tecnologia. O acordo de cooperação completa 25 anos neste encontro, e o foco inclui gasodutos e acordos industriais.

Dependência russa da tecnologia chinesa

As sanções ocidentais cortaram acesso russo a tecnologias avançadas, elevando a dependência de fornecedores chineses para bens de uso dual. Dados da Bloomberg indicam que, em 2025, a China supriu cerca de 90% das importações rusas de tecnologia sancionada, acima de 80% em 2024.

A diferença de fornecedores levou a que Moscou utilizasse redes de abastecimento mais complexas, elevando custos e dificultando aquisições de componentes para mísseis, drones e eletrônica. Além disso, Pequim forneceu imagens de satélite, drones e outras tecnologias úteis ao setor de defesa.

Negociações em yuan

Em resposta às restrições financeiras internacionais, Rússia e China aceleraram a desdolarização. O comércio bilateral passou a ocorrer em yuans e rublos, fortalecendo a liquidez de moedas nacionais, conforme declarações de autoridades russas.

A iniciativa ganhou impulso com o grupo Brics, que também defende pagamentos em moedas locais entre seus membros. No entanto, a expansão do uso do yuan trouxe novas dependências para a Rússia, incluindo custos de financiamento mais altos em moeda externa.

Influência crescente

Analistas avaliam que a influência de Pequim sobre Moscou tende a aumentar nos próximos anos. Em discussões previstas, Putin pode buscar avanços em gasodutos adicionais ou na expansão de obras existentes para estreitar o elo energético com a China.

Problemas de implementação do gasoduto Power of Siberia 2 permanecem, com disputas sobre preço e detalhes técnicos. Mesmo diante de pressões, a China mantém interesse em fontes confiáveis de energia via território russo, reduzindo vulnerabilidades energéticas.

Contexto internacional

A agenda ocorre em meio a tensões globais, com a visita de líderes ocidentais à China demonstrando esforços para estabilizar relações comerciais e tecnológicas. A relação Rússia-China permanece neutra em termos de aliança formal, mas já demonstra impacto estratégico notável para a região.

Putin e Xi devem discutir, durante o encontro, como sustentar o comércio de energia e bens tecnológicos, equilibrando interesses de ambos os lados diante de um cenário internacional volátil.

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