- O Conselho da Paz, criado pelo presidente Donald Trump, alerta que a lacuna entre promessas e desembolso para o plano de reconstrução de Gaza precisa ser fechada com urgência, em projeto estimado em US$ 70 bilhões.
- Em relatório de 15 de maio ao Conselho de Segurança da ONU, o grupo destaca que recursos prometidos, mas ainda não desembolsados, criam uma diferença entre a teoria e a prática no apoio a Gaza.
- O documento pede que países membros da iniciativa e outros governos façam contribuições sem demora e aceleren os processos de desembolso.
- Entre os signatários estão Estados Unidos, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar; Marrocos, Uzbequistão e Kuwait também aderiram.
- A reconstrução de Gaza é estimada em mais de US$ 70 bilhões, com aproximadamente oitenta e cinco por cento das construções e infraestrutura destruídas e cerca de setenta milhões de toneladas de escombros a serem removidas.
O Conselho da Paz para Gaza, criado por Donald Trump, afirmou que a lacuna entre promessas de financiamento e o desembolso real precisa ser fechada com urgência. O alerta está em relatório enviado ao Conselho de Segurança da ONU.
O documento aponta que o plano de reconstrução de Gaza permanece estimado em cerca de US$ 70 bilhões. Os recursos prometidos, contudo, ainda não chegaram de forma suficiente para dar andamento às obras.
Segundo a avaliação, a diferença entre o que foi prometido e o que foi desembolsado dificulta a implementação de um governo transitório apoiado pelos EUA. O relatório não especifica valores exatos desembolsados.
A Reuters informou, em abril, que o conselho tinha recebido apenas uma fração do total prometido. O Conselho da Paz negou, na época, a existência de restrições de financiamento.
Entre os signatários das promessas, destacam-se Estados Unidos, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. Marrocos, Uzbequistão e Kuwait também aderiram ao projeto.
A reconstrução de Gaza, devastada por mais de dois anos de conflitos, exige mais de US$ 70 bilhões. O relatório cita ainda que cerca de 70 milhões de toneladas de escombros precisam ser removidas.
O texto afirma que recursos prometidos, mas não desembolsados, atrapalham a transformação de Gaza de um projeto teórico para uma realidade prática. O conselho destaca a necessidade de acelerar desembolsos pelos Estados-membros.
Observa-se, ainda, que alguns países avaliam canalizar recursos por meio de instituições tradicionais, como ONU e entidades europeias e asiáticas, em vez do conselho de Trump, por questões de transparência e fiscalização.
A carta constitutiva do conselho prevê mandatos de até três anos, a menos que haja pagamento de US$ 1 bilhão por país para financiar atividades e participação permanente. Ainda não está claro se houve adesão a essa taxa.
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