- A Defesa Civil de Cuba divulgou um guia com orientações à população em caso de ataque dos Estados Unidos à ilha.
- O documento recomenda preparar uma bolsa com itens essenciais, como documentos de identificação, rádio, velas, lanterna, alimentos para três dias, água potável, itens de higiene, remédios para doenças crônicas e brinquedos para crianças.
- O material explica como tratar ferimentos e como agir para se proteger, com atenção especial a pessoas com deficiência, idosos, crianças e gestantes.
- Se não houver local seguro, orienta evitar ruas e praças abertas, não se abrigar em prédios danificados e não buscar refúgio sob pontes, túneis ou postos de gasolina.
- As informações ocorrem em meio a cobrança de retórica belicista entre Cuba e Estados Unidos, com declarações de autoridades cubanas sobre possível uso de drones e ações contra bases americanas.
A Defesa Civil de Cuba (DC) divulgou um guia com orientações à população caso ocorra um ataque dos Estados Unidos à ilha. O documento surge em meio a uma escalada de retórica entre as duas nações. O guia orienta sobre preparação, abrigos e cuidados básicos.
Segundo a agência EFE, o kit recomendado inclui uma bolsa com itens de primeiros socorros, documentos, rádio, velas, lanterna, alimentos prontos para três dias, água potável, itens de higiene, medicamentos para doenças crônicas e brinquedos para crianças.
O guia ainda detalha procedimentos para tratar ferimentos, fraturas e hemorragias, além de indicar locais seguros para se proteger de ataques aéreos. Em caso de indisponibilidade de abrigo, orienta não permanecer em ruas, praças abertas ou prédios danificados.
Contexto político e desenvolvimentos recentes
Nesta semana, o ditador Miguel Díaz-Canel afirmou que Cuba tem direito de defender-se diante de eventuais ações militares dos EUA. O discurso ocorreu após reportagens sobre planos de uso de drones e pressões políticas sobre Havana.
No último fim de semana, veículos de imprensa dos EUA reportaram que Cuba poderia ter adquirido centenas de drones militares e discutia ações contra bases americanas, como Guantánamo e Key West. Díaz-Canel não confirmou nem desmentiu as informações, mas reiterou o direito de defesa.
Enquanto isso, Washington manteve a postura de endurecer medidas contra Cuba, incluindo possível reajuste de tarifas sobre petróleo e aumento de sanções, com o objetivo de pressionar o regime cubano. As autoridades cubanas dizem atuar dentro de seus direitos de soberania.
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