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Europa mostra caminhos para melhorar as redes sociais

UE avança com verificação de idade via Carteira Europeia de Identidade Digital para menores, pressionando plataformas a reduzir rolagem infinita e conteúdo nocivo

Acho que as redes não são um caso perdido, mas um campo de conflito, em que as empresas e governos reagem a pressões, diz o articulista; na imagem, bandeiras da UE
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  • A União Europeia começou a aplicar, desde julho de 2025, verificação de idade por meio da Carteira Europeia de Identidade Digital, etapa da Lei de Serviços Digitais, para proteger menores de idade.
  • Em 2024, o bloco investiu quatro milhões de euros para criar um serviço confiável de checagem de idade sem violar privacidade, com a exigência de que todos os 27 países tenham, até o fim deste ano, pelo menos um aplicativo de carteira digital.
  • Até 2027 a carteira digital passa a valer como documento para alguns serviços privados, consolidando o cronograma de adoção da verificação de idade na UE.
  • Com a verificação em vigor, as empresas enfrentam o desafio de reduzir a rolagem infinita para usuários com menos de 13 anos, pois especialistas da UE afirmam que é viável distinguir esse público no feed.
  • No Reino Unido, o regulador Ofcom pressionou plataformas; o X, de Elon Musk, concordou em revisar conteúdos de ódio e terrorismo em até 24 horas e remover 85% deles em 48 horas, após pressão pública e eventos envolvendo discurso de ódio.

A União Europeia avança com uma legislação para reduzir a rolagem infinita de conteúdos voltados a menores de 13 anos, adotando checagem de idade por meio da Carteira Europeia de Identidade Digital. A iniciativa, em vigor desde julho de 2025, integra o conjunto de medidas da Lei de Serviços Digitais.

Desde 2024, o bloco investiu 4 milhões de euros para criar um serviço confiável de verificação de idade que respeita a privacidade. Até o fim deste ano, todos os 27 países devem oferecer pelo menos um aplicativo de carteira digital. Em 2027, a carteira passa a valer como documento em alguns serviços privados.

A presidente da UE pretende aprovar uma legislação mais dura contra técnicas viciantes até o fim do ano, com foco na proteção de crianças. Caso a verificação de idade seja bem-sucedida, as plataformas precisarão frear conteúdos com rolagem para menores, desafiando as big techs a adaptar seus algoritmos.

Panorama regulatório na UE

Especialistas dizem que as empresas já possuem tecnologia suficiente para filtrar o público jovem. A visão oficial é de que, com a carteira digital, é possível separar menores de 13 anos do restante do público, reduzindo impactos de conteúdos inadequados.

O cumprimento da nova regra enfrenta resistência de algumas plataformas, que alegam dificuldades técnicas. As autoridades europeias afirmam que a dificuldade alegada não procede, ressaltando que o conhecimento de hábitos dos usuários facilita a diferenciação entre faixas etárias.

Extensão internacional e tensões políticas

A União Europeia já aplicou multas às gigantes Google, Apple e Meta, totalizando mais de US$ 7 bilhões desde 2024, com a maior sanção contra o Google, de US$ 3,5 bilhões, por violações antitruste. Donald Trump criticou as medidas, sugerindo retaliações contra produtos europeus, enquanto Ursula von der Leyen reforçou que “Nossas crianças não são mercadoria”.

Reino Unido e o X

No Reino Unido, o regulador Ofcom atua para conter conteúdos nocivos e promover padrões de segurança online. Após pressão, a plataforma X assinou acordo para revisar conteúdos de ódio e terrorismo em até 24 horas e remover 85% deles em 48 horas, anúncio feito na sexta-feira passada.

O acordo foi impulsionado por ataques de Israel a Gaza e ao Líbano, que geraram aumento de discursos de ódio contra comunidades judaicas, segundo o diretor de segurança do Ofcom, Oliver Griffiths. A medida também surge como resposta à recente disseminação de conteúdos perigosos gerados por IA.

Contexto técnico e futuro

O tema envolve equilíbrio entre privacidade, segurança e liberdade de expressão. A UE relaciona o avanço da verificação de idade a ferramentas já em uso em identidades digitais, com a promessa de ampliar requisitos a serviços privados. Enquanto isso, reguladores britânicos seguem monitorando o comportamento das plataformas.

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