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Ex-presidente hondurenho, perdoado por Trump, fala à BBC

Ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, é perdoado por Trump e libertado, provocando protestos e críticas de grupos de direitos humanos

Juan Orlando Hernández: Case was a 'witch-hunt' and different from Nicolás Maduro's
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  • O ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos por tráfico de drogas, foi perdoado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e saiu da prisão de Hazelton, na Virgínia Ocidental, em dezembro, após quase quatro anos encarcerado.
  • Trump anunciou o perdão em 28 de novembro, dois dias antes das eleições gerais hondurenhas, contribuindo para um desfecho político na região.
  • Hernandez sustenta que o caso foi político e nega qualquer comparação com Nicolás Maduro, afirmando que a situação dele é distinta e que houve uma campanha contra ele no país.
  • Autoridades dos EUA ressaltam que a condenação foi baseada em evidências sólidas, com testemunhos que associaram Hernández a redes de tráfico de drogas, incluindo ligações com o cartel de El Chapo.
  • Apesar do perdão, Hernández enfrenta ainda acusações de corrupção e desvio de recursos em Honduras, e sua esposa diz estar em campanha para limpar o nome dele, enquanto ele afirma não pretender retornar à política.

Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras, foi condenado nos EUA a 45 anos de prisão por envolvimento em tráfico de drogas. O then-presidente dos EUA, Donald Trump, concedeu-lhe clemência total, libertando-o da prisão em West Virginia.

A decisão ocorreu em 28 de novembro, dois dias antes das eleições gerais em Honduras. A liberação foi anunciada nas redes sociais de Trump, provocando protestos de grupos de direitos humanos e de vítimas na região.

Hernández cumpria pena no presídio de Hazelton desde 2021, após ter sido considerado coautor de uma rede de tráfico que enviou cerca de 400 toneladas de cocaína aos EUA. A decisão foi recebida com críticas internacionais.

Em entrevista à BBC, o ex-mandatário afirma estar agradecido e busca reconstruir a vida após a libertação. Ele saiu do presídio no fim de dezembro, cerca de quatro anos após a detenção.

O governo norte-americano descreveu a liberação como ato para corrigir injustiças, segundo a leitura da administração de Trump. A justificativa oficial não detalha mudanças no caso penal de Hernández.

Hernández nega que a libertação tenha motivações políticas e sustenta que seu caso difere de outros processos. Ele alega que a narrativa contrária foi criada por adversários políticos.

O ex-presidente também afasta ligações entre o caso dele e ações de Nicolás Maduro na Venezuela, apontando que o debate envolve diferentes contextos políticos. Ele reafirma que o que ocorreu não foi apenas motivação eleitoral.

Entre as acusações, Hernández é citado por ter supostamente liderado uma relação com traficantes de droga e por supostos pagamentos de propina. O julgamento em Nova York o condenou em março de 2024.

A defesa do ex-presidente aponta quebras de protocolo e testemunhos motivados por vingança. O caso envolve também o irmão do ex-presidente, Tony Hernández, que foi condenado nos EUA por tráfico.

Hernández informou que planeja retornar a Honduras, mas afirma não ter interesse em retomar a vida política. A família dele acompanha a repercussão da decisão internacional e suas consequências locais.

Procuradores e autoridades dos EUA defendem a condução do processo, destacando que a investigação teve início no governo anterior e não depende de ciclos eleitorais. Veja fontes oficiais reportadas pela BBC.

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