- O Departamento de Estado dos EUA informou que admitirá até 17.500 sul-africanos brancos como refugiados até o fim do ano fiscal, em setembro, aumentando o plano inicial de 7.500.
- A ampliação pode custar cerca de 100 milhões de dólares e foi justificada por “desenvolvimentos imprevistos” que criaram uma emergência para refugiados na África do Sul.
- O documento cita “crescente hostilidade” e “discriminação racial generalizada patrocinada pelo governo” contra africânderes na África do Sul.
- A medida ocorre depois da visita de Cyril Ramaphosa à Casa Branca, quando o presidente dos EUA exibiu vídeos que supostamente comprovavam perseguição; Ramaphosa negou as acusações.
- O tema está ligado à lei sul-africana de desapropriação de terras, criticada pela Casa Branca, que atualiza regras para uso público de terrenos sem compensação em alguns casos.
O Departamento de Estado dos EUA informou nesta segunda-feira que admitirá até 17.500 sul-africanos brancos como refugiados até o fim do ano fiscal, em setembro. A decisão aumenta a promessa anterior de 7.500 vagas, citando “desenvolvimentos imprevistos” que criaram uma emergência para refugiados na África do Sul.
A ampliação do reassentamento deverá custar cerca de 100 milhões de dólares, conforme o comunicado encaminhado ao Congresso. A agência indica que a crescente hostilidade na África do Sul eleva os riscos para africânderes, grupo atingido por discriminação generalizada patrocinada pelo governo.
Contexto político entre EUA e África do Sul
Durante a visita do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa à Casa Branca em maio de 2025, o líder americano exibiu uma montagem de vídeos para sugerir perseguição aos africânderes, o que Ramaphosa negou. A troca de acusações ocorreu em meio a tensões diplomáticas.
A controvérsia está ligada a uma lei sul-africana de desapropriação de terras aprovada no início do ano passado. A norma atualizada permite que terrenos recebam funções públicas sem compensação, desde que avaliadas condições de abandono ou especulação. A Casa Branca criticou a medida, afirmando tratar-se de violação de direitos.
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