- A juíza Ketanji Brown Jackson fez uma reprimenda pública ao supreme court, dizendo que o tribunal “pode e deve ser melhor” diante de decisões controversas da maioria conservadora.
- Ela destacou que cortes são apolíticos e não devem parecer agir no âmbito político, em fala na conferência promovida pelo American Law Institute, em Washington, DC.
- Jackson citou sua dissidência escrita na decisão sobre redesenho do mapa de LSU, dizendo que a corte permitiu o impulso de republicanos para redesenhar mapas no Sul, afetando votantes negros e de minorias.
- O momento acontece após críticas a decisões vistas como favoráveis a Trump, incluindo a suspensão temporária de políticas governamentais e o enfraquecimento do Voting Rights Act.
- Ela enfatizou que a confiança pública é essencial para o judiciário e que o tribunal precisa atuar para fortalecê-la, especialmente ante a percepção de que atua fora da esfera política.
- Em resposta, o ministro conservador Samuel Alito qualificou as argumentações de Jackson como infundadas e irresponsáveis, questionando qual princípio teria sido violado pelo tribunal.
Ketanji Brown Jackson rebateu publicamente a Suprema Corte dos Estados Unidos, afirmando que o tribunal pode e deve ser melhor. A crítica vem após decisões polêmicas apoiadas pela maioria conservadora, que tem dominância de seis votos desde 2020.
A juíza, nova integrante do tribunal e voz liberal, disse que cortes devem ser apolíticos e não agir no âmbito político. O pronunciamento ocorreu durante conferência em Washington DC, promovida pelo American Law Institute.
Jackson destacou que o tribunal precisa manter princípios e regras comuns a todo caso, sem parecer agir de forma distinta em contextos sensíveis. A fala reforça a tensão sobre a percepção pública de parcialidade.
A crítica emerge em meio a decisões que dificultaram políticas protegidas federalmente, como direitos de voto e medidas sobre o aborto. O tribunal também tem sido visto como facilitador de ações associadas ao governo de Donald Trump.
No lastro de seu discurso, Jackson lembrou uma dissidência escrita no mês anterior, na qual contestou a decisão que obrigou a redistrubuição de mapas eleitorais na Louisiana. A dissidência acusou o tribunal de ceder ao poder.
Ela frisou que a confiança pública é essencial para a legitimidade do Judiciário e que é responsabilidade do tribunal agir de forma a reforçar essa confiança, especialmente diante de críticas sobre a linha entre direito e política.
(revisão: texto neutro e informativo, sem opinião ou conclusão, mantendo o foco nos fatos, datas e atores envolvidos)
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