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Mais mulheres americanas se mudam para o exterior em busca de alívio ao estresse

Quarenta por cento das mulheres americanas entre quinze e quarenta e quatro cogitam migrar, citando equilíbrio entre vida profissional e a instabilidade política

Jenelle Jones and Alexandra Blydenburgh.
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  • Até quarenta por cento de mulheres entre quinze e quarenta e quatro anos nos Estados Unidos disseram que migrariam permanentemente se tivessem a oportunidade, citando melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e insatisfação com a política.
  • O dado, da Gallup, tem amostra de mil pessoas e revela a maior diferença de gênero já registrada em pesquisas sobre migração naquele país, já que homens ficam em cerca de dezessete a dezenove por cento.
  • Relatórios de empresas de relocação indicam aumento de interessados em morar no exterior, com hausse de candidaturas a passaportes e vistos em países europeus e Ireland (Irlanda), França e Reino Unido.
  • As mulheres entrevistadas destacam motivos como violência armada, estresse político e busca por ambientes mais seguros e respeitosos, além de melhor qualidade de vida.
  • Exemplos citados incluem casos de mulheres que se mudaram para a Europa e América Latina, enfrentando desafios como barreiras de idioma, distância da família e questões de visto.

A empresa Expatsi, criada por Jen Barnett, ganhou força após a decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar Roe v Wade. Dias antes da decisão, Barnett lançou o site para quem busca migrar; o tráfego disparou, motivando a fundação da empresa, que ajuda americanos a morar no exterior. As mulheres formam cerca de dois terços de seus clientes.

Nova onda de migração vem ganhando força entre mulheres americanas. Em 2023, uma pesquisa da Gallup apontou que até 40% das mulheres entre 15 e 44 anos disseram que migrariam permanentemente se pudessem. O levantamento destacou a maior diferença de gênero já registrada entre homens e mulheres.

O movimento ocorre em meio a rumores de maior interesse por passaportes e vistos em países europeus e no restante do mundo. Relatórios de consultorias de relocação indicam aumento de consultas de americanos interessados em viver no exterior, com destaque para trajetórias em Portugal, Espanha, Irlanda e Reino Unido.

Entre as mulheres entrevistadas pelo Guardian, várias associaram a decisão a violência armada, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e turbulência política. A experiência de quem já mudou inclui adaptação a idiomas, distância da família e desafios com vistos.

Algumas justificaram a mudança pela percepção de menor risco de discriminação e maior espaço para vida pública. Outras destacaram a busca por cidades mais caminháveis, transporte público acessível e maior oportunidade de convivência comunitária.

Embora reconheçam benefícios, as entrevistadas ressaltaram obstáculos permanentes, como barreiras de visto, custos de vida e diferenças culturais. Em comum, apontaram que a migração não é solução simples, exigindo planejamento e adaptação contínua.

Contexto mais amplo aponta que a migração de mulheres americanas tem ganhado relevância no debate sobre políticas públicas e qualidade de vida. A trajetória da Expatsi demonstra como o mercado de serviços de relocation acompanha essa demanda crescente.

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