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Médico americano contrai Ebola no Congo; OMS declara emergência internacional

Médico americano entre os casos confirmados no surto de Ebola Bundibugyo na República Democrática do Congo; Organização Mundial da Saúde declara emergência internacional

Agentes de saúde carregam um caixão com uma vítima de ebola em 16 de maio de 2019, na cidade de Butembo, na República Democrática do Congo
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  • Médico americano está entre os casos confirmados do novo surto de Ebola na República Democrática do Congo, em Bunia, Ituri.
  • Já são mais de trêscentos casos suspeitos e cento dezoito mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, além de dois óbitos na Uganda.
  • Sete norte-americanos adicionais estão sendo levados à Alemanha para monitoramento; um deles testou positivo no domingo, 17.
  • A variante Bundibugyo é rara e não há vacinas ou tratamentos aprovados; houve atraso na resposta ao surto por testes terem buscado a cepa errada (Zaire).
  • A Organização Mundial da Saúde declarou a emergência de saúde pública de importância internacional; governos, centre de tratamento e vigilância passam a receber apoio internacional.

Um médico americano está entre os casos confirmados do novo surto de Ebola na República Democrática do Congo. O diagnóstico ocorreu em Bunia, capital da província de Ituri, conforme informações do diretor médico do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do Congo, Jean-Jacques Muyembe.

A Organização Mundial da Saúde declarou o surto como uma emergência de saúde pública de importância internacional. Ao todo, são mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes em Ituri e Kivu do Norte, com dois óbitos na Uganda vizinha.

Além do médico, sete americanos estão sendo trazidos para a Alemanha para monitoramento, incluindo um paciente com resultado positivo anunciado no domingo. A medida visa ampliar a vigilância e evitar a expansão local.

Especialistas apontam atraso na resposta inicial, decorrente de testes que visaram a cepa errada do Ebola. As amostras iniciais foram verificadas para Zaire e deram negativo; Bundibugyo só foi identificado semanas depois.

Segundo autoridades congolesas, o primeiro falecimento ocorreu em 24 de abril, em Bunia. O corpo foi levado para Mongbwalu, região mineradora com alta densidade populacional, o que pode ter acelerado a disseminação do vírus.

Casos confirmados já foram registrados em Bunia, Goma, Mongbwalu, Butembo e Nyakunde. O ministro da Saúde, Samuel Roger Kamba, informou a abertura de três centros de tratamento para conter o avanço, com apoio da OMS.

Nos EUA, o CDC reforçou a vigilância em portos e emitiu alertas para viajantes no Congo e em Uganda. Recomenda-se evitar contato com pessoas com febre, dores musculares ou erupções cutâneas.

O Ebola se transmite por fluidos corporais e pode provocar febre, dores intensas, diarreia, vômitos e sangramentos. A variante Bundibugyo é rara; desde 1976, este é o terceiro surto registrado na região.

Emergência de saúde internacional

A OMS classificou o surto no Congo e em Uganda como emergência de saúde pública de relevância internacional. Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou a necessidade de coordenação e cooperação para ampliar vigilância e resposta.

Um Comitê de Emergência deve ser convocado nos próximos dias para discutir recomendações aos países membros, sem ainda declarar cenário como pandêmico. Preocupações incluem incertezas sobre o tamanho real do surto.

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