- O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, disse ter sido informado de que o promotor do Tribunal Penal Internacional, em Haia, pediu um mandado de prisão “secreto” contra ele.
- Smotrich não especificou quem informou nem os motivos apresentados pelo TPI, e o processo de solicitação é confidencial.
- O escritório do promotor do TPI não comentou, citando a confidencialidade do caso.
- O TPI já havia emitido, em novembro de 2024, mandados de prisão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ex-chefe da Defesa Yoav Gallant e um líder do Hamas, Ibrahim Al-Masri, por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
- Smotrich classificou as ações do tribunal como “uma declaração de guerra” da Autoridade Palestina, em meio a disputas sobre decisões judiciais internacionais relacionadas à guerra em Gaza.
Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel e figura de direita no governo, afirmou ter sido informado de que o promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, solicitou um mandado de prisão “secreto” contra ele. Não ficou claro quem informou Smotrich, pois o processo de pedido é confidencial. O TPI não comentou.
O gabinete do promotor do TPI não confirmou a informação, citando confidencialidade. Em geral, o TPI pode apresentar pedidos de mandado de prisão de forma confidencial, sujeitando-se a avaliação de juízes para verificação de fundamentos.
Smotrich disse ter sido informado de que o tribunal fez o pedido secreto de mandado de prisão internacional contra ele. O TPI já havia emitido, em novembro de 2024, mandados contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-chefe de Defesa Yoav Gallant, além de Ibrahim Al-Masri, líder do Hamas, por crimes de guerra e contra a humanidade no conflito em Gaza.
Contexto recente do TPI
O caso de 2024 gerou abalo político na região, com autoridades israelenses criticando a atuação do TPI. As ações do tribunal são vistas por Telaviv como alvo de pressões externas em relação ao conflito em Gaza.
Sanções e alinhamento político
No ano passado, o Reino Unido e outras quatro nações impuseram sanções a Smotrich e ao ministro Itamar Ben-Gvir, por incitação à violência na Cisjordânia. Smotrich defende a conquista permanente de Gaza e o restabelecimento de assentamentos, posição rejeitada por Netanyahu.
Entre na conversa da comunidade