- Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de linha dura de Israel, afirma que o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) pediu um mandado de prisão confidencial contra ele e promete retaliar contra a Autoridade Palestina.
- Ele disse ter ordenado a evacuação de Khan al-Ahmar, vila beduína na Cisjordânia ocupada, como parte de medidas contra a Autoridade Palestina.
- O TPI afirmou que o processo é confidencial e que o procurador atua de forma independente; Israel não é membro do TPI, mas a área palestina foi admitida como estado-membro em dois mil e quinze.
- Wasel Abu Youssef, oficial palestino, classificou a evacuação como “muito perigosa” e pediu resposta internacional para deter o que chamou de novos crimes.
- Smotrich chamou o TPI de antissemita e disse que medidas como sanções ou mandados não os deterão; o TPI já emitiu mandados de prisão contra Benjamin Netanyahu e outros em novembro de dois mil e vinte e quatro.
Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel, afirmou que o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI/ICC) busca uma ordem de prisão confidencial contra ele. Segundo o ministro, a medida faz parte de ações contra a Autoridade Palestina, que controla parte da Cisjordânia.
Smotrich disse ainda ter ordenado a evacuação da aldeia beduína Khan al-Ahmar, na Cisjordânia ocupada, como forma de pressionar a autoridade palestina. A ação é apresentada como parte de medidas contrárias ao que ele descreve como apoio palestino a ações internacionais.
O ministro afirmou que a Autoridade Palestina iniciou uma guerra e que haverá resposta, sem detalhar planos. A declaração foi feita em uma coletiva de imprensa, em meio a tensões por o ICC investigar crimes na região.
A comunidade palestina reagiu, com o alto funcionário Wasel Abu Youssef classificando a evacuação de Khan al-Ahmar como extremamente perigosa e pedindo resposta firme da comunidade internacional para impedir novas violências.
O ICC — cuja jurisdição não é reconhecida por Israel — já investiga acusações de crimes de guerra em Gaza, na Cisjordânia e em partes de Israel. A procuradoria mantém o sigilo sobre processos de solicitações de mandados.
Smotrich não informou quem o informou sobre a possível ordem de prisão nem os motivos apresentados pelo ICC, citando confidencialidade. O tribunal não comentou as alegações específicas.
Acrescenta-se que o ICC abriu espaço para ações sobre possíveis crimes cometidos por atores de ambos os lados no conflito israelense-palestino. Juízes precisam avaliar indícios suficientes para emitir mandados.
Em novembro de 2024, o ICC emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ex-chefe de Defesa Yoav Gallant e o líder do Hamas Ibrahim al-Masri, por crimes na guerra de Gaza. A possibilidade de novos mandados envolve tensões entre Israel e seus apoiadores.
O governo dos EUA tem mostrado resistência a mandados contra oficiais israelenses, o que pode influenciar eventuais respostas a novas ações do ICC. Nações aliadas também discutem impactos diplomáticos de medidas do tribunal.
Smotrich mantém posição firme, mantendo políticas de apoio a assentamentos na Cisjordânia e uma visão de segurança que, segundo ele, não pode ceder a pressões internacionais. O ministro defende direitos de Israel na região, com foco em segurança.
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