- Júri federal em Oakland, Califórnia, rejeitou as alegações de Elon Musk de que a OpenAI traiu sua missão ao se tornar uma empresa com fins lucrativos; veredito foi unânime após cerca de duas horas de deliberação.
- O tribunal concluiu que Musk esperou tempo demais para processar a OpenAI, não revertendo a transformação da organização.
- O caso envolve a trajetória da OpenAI desde 2015, quando foi criada, até se tornar uma das empresas de IA mais valiosas, com olho em uma possível oferta pública inicial.
- A OpenAI afirmou que a mudança para fins lucrativos foi necessária para captar financiamento e cumprir a missão de desenvolver IA benéfica; a Microsoft investiu bilhões na parceria.
- Musk pretende recorrer; o processo incluiu acusações sobre sabotagem e rivalidade, com testemunhos de Altman e Brockman, entre outros, e a OpenAI manteve que a Fundação OpenAI continua governando a empresa de benefício público.
O júri federal de Oakland, na Califórnia, rejeitou as alegações de Elon Musk de que a OpenAI traiu sua missão ao se tornar lucrativa. A decisão veio após um julgamento que durou quase três semanas e envolveu Sam Altman, Brockman e outros integrantes da OpenAI.
Musk afirmou que Altman e a OpenAI quebraram o pacto de beneficiar o público, ao transformar a organização sem fins lucrativos em uma empresa com fins lucrativos. O veredicto, porém, não acolheu esse ponto central, afirmando que o empreendedor esperou demais para mover a ação.
Desdobramentos e reação
O tribunal concluiu que Musk tinha conhecimento suficiente anos atrás e deveria ter processado antes de 2024. A OpenAI celebrou a decisão como confirmação de que o caso era uma tentativa de sabotar a empresa, segundo seus representantes.
Altman e Brockman foram retratados pela defesa de Musk como líderes que perderam a confiança de alguns membros do conselho. A Microsoft, sócia-chave, recebeu a notícia com satisfação, reforçando seu compromisso com a OpenAI.
O veredito não encerra a disputa: Musk mantém a possibilidade de recorrer, e a OpenAI continua sob governança da Fundação OpenAI, enquanto avalia próximos passos e potenciais acordos com investidores e parceiros.
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