- O governador do banco central da Polônia, Adam Glapiński, será chamado para depor perante uma comissão parlamentar após novo confronto com a coalizão no governo.
- As investida dura há dois anos, visando apurar se houve politização na tomada de decisões do banco e irregularidades no programa de compra de títulos.
- Os parlamentares ameaçam levá-lo a julgamento caso sejam confirmadas irregularidades; Glapiński nega qualquer crime.
- Em 2024, o governador pediu para não participar da apuração, alegando que não havia base legal para o inquérito.
O governador do banco central da Polônia, Adam Glapiński, será convocado para depor perante uma comissão parlamentar, após novo atrito com a coalizão no poder. A convocação acontece em meio a uma investigação em curso sobre possível politização das decisões da instituição e irregularidades no programa de compra de títulos.
Aopiniões dos legisladores apontam que Glapiński pode ser levado a responder sobre supostas interferências políticas na atuação do banco central e em operações de compra de dívida pública. A comissão já discutia a possibilidade de levar o governador a diferentes formatos de testemunho.
A investigação, que dura dois anos, analisa se o governador influenciou decisões institucionais e se houve irregularidades no programa de aquisição de bonds. Glapiński nega qualquer conduta inadequada, destacando que o banco mantém autonomia. Em 2024, ele afirmou não participar de uma apuração por considerar falta de embasamento legal.
O conflito entre o governador e a coalizão reforça a disputa sobre a independência do banco central na Polônia. A data, o formato da oitiva e os próximos passos da Comissão ainda não foram anunciados pelas autoridades parlamentares.
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