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Participantes de reality britânico dizem ter sido estuprados em gravações

Governo britânico classifica o caso como grave e aponta alta probabilidade de investigação policial após revelações da BBC sobre supostos estupros em Married at First Sight UK

Cena do programa 'Married at First Sight'
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  • Duas participantes registraram ter sido estupradas e uma terceira afirmou ter ocorrido ato sexual não consensual no reality Married at First Sight UK, segundo reportagem da BBC.
  • A BBC também informou a retirada de episódios e o cancelamento de um patrocínio da operadora de turismo Tui.
  • O governo britânico classificou as acusações como graves e o ministro da Segurança, Dan Jarvis, disse ser muito provável que haja investigação policial.
  • O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) e a Ofcom ressaltaram que há consequências para casos de irregularidades e que as emissoras devem zelar pelo bem‑estar dos participantes.
  • O Channel 4 solicitou uma revisão externa sobre o bem‑estar dos membros do programa; a produção CPL afirma ser referência em segurança e que acusações são contestadas pelos envolvidos.

As acusações de estupro e abuso sexual envolvendo participantes do reality show britânico Married at First Sight UK, exibido pelo Channel 4, foram classificadas como graves pelo governo do Reino Unido. O ministro da Segurança, Dan Jarvis, sinalizou alta probabilidade de abrir investigação policial.

Segundo a BBC, duas mulheres afirmam ter sido estupradas durante as gravações, enquanto uma terceira relatou ato sexual não consentido. O formato do programa envolve casamentos entre pessoas que se conhecem na hora, com decisão sobre ficar ou terminar o relacionamento semanas depois.

Reação regulatória e decisões de emissoras

O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) confirmou que casos de criminalidade ou irregularidades devem ter consequências. A Ofcom informou que as emissoras devem adotar medidas para proteger o bem-estar dos participantes.

O Channel 4 informou que abriu uma revisão externa sobre o bem-estar dos participantes, decisão tomada no mês anterior após o recebimento de alegações graves de irregularidades. A produção CPL ressaltou ser referência em segurança no setor.

A diretora executiva Priya Dogra afirmou que os acusados negam as acusações. A BBC indicou que a ex-CEO Alex Mahon deve prestar esclarecimentos ao DCMS, que ressaltou que o formato envolve algum elemento de risco.

Caroline Dinenage, presidente do DCMS, comentou que o programa envolve convivência íntima entre pessoas que se conhecem recentemente. A BBC também informou que parte das acusações já era conhecida antes da exibição de alguns episódios, que foram posteriormente retirados.

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