- A Shinsegae demitiu Sohn Jeong-hyun, presidente da Starbucks Coreia, por marketing considerado inadequado que provocou indignação pública.
- A campanha “Tank Day”, lançada em 18 de maio, coincidiram com o Dia do Movimento de Democratização e reacenderam críticas no país.
- Críticos questionaram o uso da expressão “tak”, associada a relatos da repressão durante as décadas de 1980, incluindo a violência contra manifestantes.
- A Starbucks Coreia pediu desculpas, a Shinsegae também pediu desculpas, e clientes exigiram reembolsos e cancelaram assinaturas de serviços.
- A SCK Company (antiga Starbucks Coreia) teve queda de cerca de cinco vírgula cinco por cento na bolsa, enquanto a Starbucks Global abriu investigação e anunciou medidas de responsabilização e treinamento.
O presidente da Starbucks Coreia foi demitido após uma campanha de marketing que gerou indignação pública e pedidos de boicote. A campanha associou a marca a lembranças dolorosas de uma repressão militar de 1980 contra manifestantes pró-democracia. O Shinsegae Group comunicou a saída de Sohn Jeong-hyun por marketing inadequado.
A demissão ocorreu poucos dias após o lançamento da campanha Tank Day, na segunda-feira, 18 de maio. O lançamento coincidiu com o Dia do Movimento de Democratização na Coreia do Sul, que relembra a Revolta de Gwangju em 1980.
A empresa afirmou que a promoção feriu o público, familiares das vítimas e as pessoas atingidas pela violência do regime. O Shinsegae Group pediu desculpas públicas pelo incidente. A Starbucks Coreia retirou a campanha do ar.
Demissão e reação
A Reuters não conseguiu contato com Sohn, e a Starbucks Coreia não forneceu declarações adicionais. A Starbucks Global também divulgou que lamentava o ocorrido e abriu uma investigação interna sobre o episódio.
Usuários expressaram insatisfação nas redes sociais, com relatos de reembolsos de saldos de cartões e cancelamento de assinaturas. Investidores reagiram com queda nas ações do Shinsegae, que detém participação na Starbucks Coreia.
Como desfecho, a Starbucks Coreia divulgou uma nota de desculpas no site, enquanto o presidente do Shinsegae Group também relatou desculpas. Medidas de responsabilização da liderança foram anunciadas pela empresa-mãe.
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