- O Ministério da Defesa russo confirmou o maior exercício de simulação de guerra nuclear desde o fim da Guerra Fria, com duração de três dias.
- O programa envolve sessenta e quatro mil militares e sete mil e oitocentos equipamentos bélicos, incluindo mais de duzentos lançadores de mísseis, cento e quarenta aeronaves, setenta e três navios e treze submarinos.
- A prática inclui mobilização e combate “sob ameaça de agressão” e simula também ação tática de Belarus contra a Otan.
- O presidente Vladimir Putin usa a advertência nuclear em contexto de pressão na Ucrânia e durante visita a Pequim, com encontro previsto com Xi Jinping.
- Cientistas, aliados ocidentais e europeus acompanham o movimento como demonstração de força em meio à escalada do conflito na Ucrânia, gerando reações entre países do leste europeu.
Nesta terça-feira (19), a Rússia anunciou o maior exercício de simulação de guerra nuclear desde o fim da Guerra Fria. O treino durará três dias e envolve mobilização e combate sob ameaça de agressão, segundo o Ministério da Defesa.
Ao todo, participam 64 mil militares, com 7.800 equipamentos bélicos. Estão incluídos mais de 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos. O alcance do exercício é considerado o maior já registrado na era pós-soviética.
A operação ocorre em um momento de pressão na Ucrânia e de aproximação entre Putin e Xi Jinping, em visita a Pequim. A Rússia busca demonstrar capacidade de resposta diante de pressões externas e de possíveis cenários de escalada.
Contexto internacional
Analistas divergem sobre o alcance real do treino, visto como uma demonstração de força para dissuadir adversários. Observadores destacam que o movimento busca reforçar a posição de Moscou frente aos aliados ocidentais.
O exercício inclui simulações de uso de armas estacionadas em Belarus, fronteira próximo ao flanco leste da Otan, e envolve testes de diferentes sistemas de entrega. A autoridades russas afirmam que a finalidade é testar prontidão.
Detalhes do treinamento
Durante dois dias, o foco será a mobilização de forças estratégicas e cenários de combate sob ameaça. O anúncio aponta para a participação de mísseis intercontinentais, mísseis de cruzeiro por terra, bem como operações navais.
O evento ocorre em meio a ataques aéreos entre Rússia e Ucrânia, com impactos em infraestrutura energética e fatalities reportadas. No cenário externo, os Estados Unidos e a Otan monitoram os movimentos sem entrar diretamente no conflito.
O governo russo ressaltou que o objetivo é dissuadir potenciais adversários e aferir o nível de prontidão das forças estratégicas. As ações ocorrem em linha com a tradição de demonstração de poder do país em momentos de tensão internacional.
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