- A polícia do Reino Unido abriu uma investigação sobre duas denúncias de abuso sexual infantil associadas a Jeffrey Epstein, com relatos ocorridos em Surrey e Berkshire, na Inglaterra, entre o final dos anos oitenta e 2000.
- Os episódios aparecem em arquivos sobre Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
- A polícia de Surrey informou que nenhuma prisão foi efetuada e que leva as denúncias a sério, buscando informações ou provas corroborativas.
- Epstein, bilionário acusado de tráfico sexual de adolescentes, cometeu suicídio na prisão em 2019, pouco tempo depois de ser preso.
- O material menciona circulos de relacionamento de Epstein com milionários de Wall Street, membros da realeza e celebridades, incluindo o príncipe Andrew, além de referências a Donald Trump e à divulgação futura de arquivos nos EUA.
O Reino Unido abriu uma investigação sobre dois relatos de abuso sexual infantil ligados a Jeffrey Epstein. Os casos teriam ocorrido em Surrey e Berkshire, na Inglaterra, segundo arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA. A apuração foi anunciada nesta terça-feira, 19.
A polícia de Surrey informou que nenhuma prisão foi efetuada até o momento. Em nota, afirmou que leva a sério todas as denúncias de crimes sexuais e que trabalha para verificar informações ou obter provas corroborativas. O apelo público busca documentos que possam sustentar as acusações.
Segundo o FBI, houve um relatório sobre tráfico humano e agressões sexuais contra uma menor em Virginia Water, Surrey, entre 1994 e 1996. A polícia de Surrey pediu cooperação da população para esclarecer os fatos.
Epstein circulou por círculos de alta renda em Nova York e Flórida e chegou a conviver com milionários, membros da realeza e celebridades antes de se declarar culpado por exploração sexual de menores em 2008. Ele morreu em 2019, em prisão, por enforcamento, pouco tempo após acordos que o protegeram.
Contexto internacional
A relação de Epstein com figuras públicas gerou ampla cobertura. Donald Trump já mencionou a possibilidade de liberar documentos do caso caso voltasse à presidência. Em 2023, o governo dos EUA autorizou a divulgação de arquivos relacionados ao caso.
Documents sobre Epstein continuaram a provocar debates nos Estados Unidos, com disputas sobre a transparência de informações judiciais. A divulgação de materiais não significa confirmação de envolvimento de pessoas específicas, mas alimenta controvérsias sobre redes de poder.
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