- O principal comandante da Otan, Alexus Grynkewich, afirmou que a retirada de uma brigada blindada, totalizando 5.000 soldados, dos EUA não prejudicará os planos de defesa da aliança na Europa.
- Grynkewich falou em Bruxelas, onde se reuniu com chefes militares dos países da Otan.
- Segundo ele, aliados europeus e Canadá assumem mais responsabilidade pela defesa convencional na região, com apoio contínuo das capacidades dos EUA.
- Os EUA estão ajustando suas capacidades, mantendo apenas recursos críticos que os parceiros ainda não conseguem prover.
- Não houve cronograma exato, mas o processo de redução na presença americana é descrito como contínuo por vários anos.
O principal comandante da Otan, Alexus Grynkewich, afirmou que a retirada de uma brigada blindada, equivalente a cerca de 5.000 soldados, dos EUA não comprometerá os planos de defesa da aliança na Europa. A declaração foi feita nesta terça-feira, em Bruxelas, durante reunião com chefes militares dos países membros.
Grynkewich disse que os aliados europeus e o Canadá estão assumindo mais responsabilidade pela defesa convencional na região, com o apoio contínuo dos EUA, que ajustam suas capacidades. O objetivo é manter a capacidade de dissuasão, sem interromper operações críticas.
Ele destacou que o pilar europeu da Otan está se fortalecendo, o que permite aos EUA reduzir a presença no continente e limitar-se a fornecer capacidades que os parceiros ainda não conseguem oferecer. Não houve prazo exato e o processo deverá se estender por vários anos.
Implicações para a Otan
O comandante enfatizou que as mudanças são graduais e visam manter a prontidão diante de evoluções no cenário de segurança. A notícia ocorre em meio a debates sobre reequilibrar recursos entre defesa europeia e contribuições americanas.
A substituição de tropas por capacidades estratégicas é apresentada como uma transição operacional. A Otan busca manter a interoperabilidade entre forças dos EUA, aliados europeus e Canadá, assegurando uma defesa coletiva estável.
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