- A Rússia realiza um grande exercício de combate com foco na preparação e no uso de forças nucleares, enquanto Vladimir Putin viaja a Pequim para se encontrar com Xi Jinping.
- O treino dura três dias e envolve mais de 64 mil militares, 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios de superfície e 13 submarinos, com participação das Forças de Mísseis Estratégicos, das frotas do Norte e do Pacífico e do Comando de Aviação de Longo Alcance.
- O objetivo é manter o sinal estratégico de capacidades nucleares diante de ataques de longo alcance na Ucrânia.
- O treinamento também abrange armas instaladas em Belarus, que afirmou que o evento não representa ameaça à segurança da região.
- Putin ficará fora do país durante grande parte do exercício, que ocorre próximo de sua reunião com Xi; o governo russo tem destacado avanços recentes do míssil balístico intercontinental Sarmat.
A Rússia realiza um grande exercício de combate para treinar a preparação e o uso de suas forças nucleares, ao mesmo tempo em que Vladimir Putin se encontra em Pequim para encontros com Xi Jinping. O treino tem duração de três dias e envolve missões com armas estratégicas.
O Ministério da Defesa russo informou que mais de 64 mil militares participam, junto com 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios de superfície e 13 submarinos. As Forças de Mísseis Estratégicos, as frotas do Norte e do Pacífico e o Comando de Aviação de Longo Alcance estão na lista.
A manobra também abrange o treinamento de armas instaladas na vizinha Belarus. O anúncio ocorre num momento em que investidas de longo alcance na Ucrânia aumentam a tensão regional. Zelenski informou recente avaliação sobre participação de Minsk no conflito.
Contexto regional
Belarus afirmou que o evento não mira terceiros e não representa ameaça à região, conforme comunicado oficial. Putin, porém, estará fora do país durante boa parte do exercício, retornando apenas ao longo da semana.
O porta-voz do Kremlin confirmou que Putin participa de reuniões em Beijing, após encontro de Xi com o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana anterior. A agenda de Putin indica continuidade de cooperação com a China durante as manobras.
Historicamente, a Rússia já testou capacidades nucleares em exercícios próximos a eleições e pontos de tensão. Em 2024, o país realizou simulações pouco antes de eleições nos EUA, incluindo disparos de mísseis balísticos intercontinentais.
O ministro da Defesa russo não detalhou o número de lançamentos de mísseis previstos. A operação envolve também o reforço de capacidades estratégicas como resposta a ações de adversários e a guerra na Ucrânia.
Entre na conversa da comunidade