- A Roscosmos passou a exibir publicidade em foguetes desde o início de 2026 para ampliar receitas, com quatro lançamentos realizados este ano já com marcas nas estruturas.
- Entre os anunciantes estão Promsvyazbank, Coffeemania, Russian Media Group e o Comitê Olímpico Russo.
- A previsão é de até US$ 2,8 milhões por ano com patrocínios em foguetes, enquanto anúncios em instalações terrestres podem render cerca de US$ 69 mil anuais.
- A Coffeemania fechou parceria para fornecer bebidas liofilizadas aos cosmonautas da Estação Espacial Internacional, incluindo café filtrado e bebida de rosa mosqueta, além de um bolo comemorativo.
- Em paralelo, a Rússia lança planos de exploração lunar de longo prazo, com divisão da superfície em zonas de atividade, usina de energia lunar prevista para 2025 a 2036 e cooperação com a Administração Espacial Nacional da China para a Estação Lunar Internacional, com conclusão prevista para 2036.
A Roscosmos começou a exibir publicidade comercial em foguetes como forma de ampliar receitas diante da queda no faturamento e da saída de parceiros internacionais. A mudança foi viabilizada por uma lei que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, autorizando a estatal a explorar atividades publicitárias.
Quatro lançamentos realizados desde o início do ano, a partir do Cosmódromo de Baikonur, já ostentaram marcas nas estruturas dos foguetes. Entre os anunciantes estão Promsvyazbank, Coffeemania, Russian Media Group e o Comitê Olímpico Russo.
A expectativa é de que a venda de espaços em foguetes gere até US$ 2,8 milhões por ano, enquanto anúncios em instalações terrestres podem acrescentar cerca de US$ 69 mil anuais. Ainda assim, os patrocínios representam parcela modesta frente aos custos bilionários das operações.
Além de patrocínios, a Coffeemania firmou acordo para fornecer bebidas liofilizadas aos cosmonautas da Estação Espacial Internacional, com itens como café filtrado e rosa mosqueta. A empresa também criou um bolo comemorativo inspirado na estética espacial.
Rússia quer explorar a Lua
Paralelamente, o país busca preservar sua posição entre as potências espaciais. A Academia Russa de Ciências apresentou um plano para dividir a superfície lunar em zonas de atividade, dentro do projeto Space Science.
O vice-presidente da instituição, Sergei Chernyshev, destacou a meta de manter a presença russa na Lua, com foco no desenvolvimento científico e tecnológico e em áreas de atuação soberana no solo lunar.
A primeira fase do programa prevê tecnologias para pousos e pesquisas na superfície lunar. A Roscosmos assinou contrato para uma usina de energia lunar, com previsão de 2025 a 2036, para abastecer veículos exploratórios e observatórios.
O projeto também apoia a Estação Internacional de Pesquisa Lunar, iniciativa com a Administração Espacial Nacional da China (CNSA). A estação está prevista para o desenvolvimento de missões robóticas e tripuladas, com conclusão estimada para 2036.
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