- Seis cristãos foram presos em Kaili, na província de Guizhou, por promoverem uma Escola Bíblica Dominical para crianças em uma igreja doméstica.
- Eles são acusados de “organizar menores para se envolverem em atividades que minam a ordem pública” e de fraude, por realizar aulas de EBD infantil.
- Os detidos incluem cinco homens — Wei Yongqiang, He Jinbao, Quan Xiaolong, Long Jian e Cheng Yongbing — e uma mulher, Zhou Guixia.
- A Procuradoria da Cidade de Kaili aprovou as prisões sem ouvir pareceres jurídicos dos advogados, segundo informações, e os seis líderes permanecem na prisão.
- O caso ocorre em contexto de maior repressão religiosa na China, com novos regulamentos que restringem evangelização de menores e atividades religiosas vinculadas a crianças e jovens.
Seis cristãos foram presos na China após promoverem uma Escola Bíblica Dominical para crianças em Kaili, cidade da província de Guizhou. A polícia informou que os detidos faziam parte da liderança de uma igreja doméstica local. A acusação envolve organizar menores para atividades consideradas threat à ordem pública e fraude relacionada às atividades infantis da EBD.
A prisão foi anunciada pela organização ChinaAid, que acompanha casos de perseguição religiosa. Os envolvidos são cinco homens, Wei Yongqiang, He Jinbao, Quan Xiaolong, Long Jian e Cheng Yongbing, e uma mulher, Zhou Guixia. Segundo as autoridades, há indícios de irregularidades envolvendo menor de idade.
As autoridades de Kaili aprovaram as prisões sem ouvir pareceres jurídicos dos advogados das famílias, segundo a organização de defesa. Os seis líderes permanecem detidos enquanto o processo avança. Não houve detalhes sobre data exata das detenções.
A ChinaAid informou que a classificação do crime contradiz padrões internacionais de liberdade religiosa. A ONG destacou que restringir educação religiosa para crianças representa abuso de leis e ataque aos direitos de pais e comunidades religiosas.
Contexto da repressão religiosa
Especialistas ressaltam que o episódio ocorre em meio a medidas oficiais que restringem atividades religiosas. Regulamentos de 2025 limitam evangelização de menores e conteúdos cristãos na internet. Há proibições de retiros e treinamento de jovens por igrejas, com sanções para líderes que descumprirem.
As normas também exigem apoio ideológico ao Partido Comunista e à política estatal, limitando críticas ao governo. A repercussão internacional inclui observação de direitos humanos por organizações ligadas à liberdade religiosa. A China figura numa lista internacional de dificuldades para a prática de fé.
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