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Senado dos EUA avança projeto que exige retirada do país da guerra contra o Irã

Senado avança projeto para obrigar retirada dos EUA da guerra contra o Irã, após mudança de posição de senador aliado de Trump; votação final não está definida

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala à imprensa a bordo do Air Force One a caminho dos EUA após sua visita oficial ao presidente Xi Jinping na China, em 15 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci
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  • O Senado dos Estados Unidos avançou com um projeto de lei que obriga o presidente a retirar o país da guerra contra o Irã.
  • O avanço ocorreu após o senador Bill Cassidy, da Louisiana, aliado de Trump, mudar de posição e votar a favor da medida.
  • A votação terminou em 50 a 47, indicando apoio de um pequeno grupo de republicanos à interrupção do conflito.
  • A proposta ainda precisa de votação final, cuja data não foi definida; a ausência de alguns republicanos pode dificultar.
  • O resultado evidencia desconforto dentro do Partido Republicano com a guerra e pode impactar o cenário político para as eleições de novembro.

O Senado dos Estados Unidos avançou nesta terça-feira (19) com um projeto de lei que obriga o presidente a retirar o país da guerra contra o Irã. A medida ganhou força após mudanças de posição de senadores aliados a Trump, em meio a críticas internas ao conflito. A votação ocorreu em sessão no plenário, com apoio de democratas e de um grupo de republicanos.

O texto ainda precisa passar por votação final, cuja data não foi anunciada. A apreciação ocorreu com 50 votos a favor e 47 contra, sinalizando desconforto dentro do Partido Republicano com a continuidade da guerra. Ausências de senadores republicanos podem complicar a etapa seguinte.

A virada decisiva veio quando o senador Bill Cassidy, da Louisiana, mudou de posição. Ele havia perdido uma eleição primária após apoio de Trump ao adversário. Cassidy afirmou que avaliará com mais cautela as prioridades do governo.

Segundo a reportagem, o movimento de Cassidy reflete a pressão de democratas para que o Congresso tenha mais voz sobre o uso de forças militares no Irã. Desde o ataque de fim de fevereiro, várias votações sobre poderes de guerra foram propostas.

Desdobramentos políticos e econômicos são observados. A alta de preços da gasolina já foi registrada em função da incerteza sobre o conflito, o que pode influenciar o cenário das eleições de novembro.

A origem do impasse deu-se após o ataque americano ao Irã, o que acirrou o debate sobre autorização parlamentar para manter ou encerrar o envolvimento militar no Oriente Médio. O Senado busca um parecer definitivo sobre o tema nos próximos dias.

Aqueles que defendem a intervenção argumentam a necessidade de manter pressão sobre o Irã, enquanto adversários defendem uma retirada para evitar escaladas. A decisão final depende da continuidade do apoio de uma parcela do Senado republicano.

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