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Senado dos EUA sinaliza oposição mais firme à guerra de Trump no Irã

Senado dos EUA sinaliza oposição à guerra de Trump no Irã ao aprovar estágio da resolução de poderes de guerra, abrindo caminho para votação final

O Capitólio dos Estados Unidos, em Washington. Fotógrafo: Al Drago/Bloomberg
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  • O Senado dos EUA sinalizou oposição à continuidade da guerra no Irã ao aprovar por 50 votos a 47 a tramitação de uma resolução que busca encerrar as hostilidades.
  • O senador Bill Cassidy, da Louisiana, juntou‑se a outros três republicanos para avançar rumo à votação final da medida.
  • A resolução, no entanto, ainda depende da Câmara dos Deputados e da assinatura do presidente, o que permitiria eventual veto.
  • Mesmo com o avanço, as operações militares podem continuar enquanto a Câmara não vota e a assinatura ainda não ocorre.
  • Pesquisas indicam descontentamento com o custo da guerra, com 64% dos americanos dizendo que ir à guerra com o Irã foi a decisão errada; o preço da gasolina também tem aumentado (média de US$ 4,53 por galão).

O Senado dos Estados Unidos sinalizou oposição crescente à continuação da guerra no Irã, em uma votação procedimental nesta terça-feira (19). A bancada republicana avançou com a análise de uma resolução que busca encerrar as hostilidades, abrindo caminho para a votação final.

O republicano Bill Cassidy, da Louisiana, juntou-se a outros três colegas do partido ao votar para superar a etapa e encaminhar a matéria. Cassidy votou ao lado da oposição pela primeira vez, após ter sido alvo de retaliação de Donald Trump em uma disputa interna de sigla no fim de semana.

A decisão ocorreu em meio a dúvidas sobre o apoio ao uso militar, enquanto Trump avalia a possibilidade de novo ataque ao Irã. A votação terminou em 50 votos a 47, sinalizando erosão do respaldo à ação militar no momento em que o presidente pondera próximos passos.

Contexto político e percurso da medida

Trump adiou, a pedido de aliados no Golfo, um bombardeio inicialmente previsto para terça-feira, mas prometeu mais ações caso Teerã não atenda a exigências. A resolução de poderes de guerra, se aprovada pelo Senado, ainda depende de votação na Câmara e da sanção presidencial, o que permite veto.

Apesar do avanço no Senado, a aprovação final não é garantida e o impacto simbólico da medida seria significativo, destacando divergências dentro do governo. A Câmara, controlada pelos republicanos, ainda precisa concordar com a interrupção das hostilidades.

A avaliação pública acompanha o desgaste econômico provocado pelo conflito. O preço médio da gasolina nos Estados Unidos atingiu US$ 4,53 por galão, conforme dados mais recentes. Além disso, pesquisa do New York Times/Siena mostrou que 64% dos brasileiros americanos consideram a guerra no Irã uma decisão errada, segundo a avaliação de leitores locais.

A resistência ao conflito também aparece na Câmara, onde recente votação terminou empatada ao discutir a interrupção da guerra, reforçando a dificuldade de consolidar apoio para a medida em nível federal.

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