- A OMS avalia o uso de vacinas candidatas e tratamentos existentes para conter o surto de ebola na República Democrática do Congo, que já provocou 131 mortes e envolve a cepa Bundibugyo.
- O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica confirmou a cepa Bundibugyo e que o surto de 2026 não está ligado aos de 2007 e 2012; acredita-se em transmissão de animal para humano como dinâmica histórica do vírus.
- O surto avança principalmente nas regiões de Ituri e Norte de Kivu, com novos focos identificados, e houve infecção de um médico norte‑americano, levando à quarentena de familiares.
- A Alemanha concordou em receber o paciente infectado, com traslado em andamento, além de possíveis evacuações de mais seis pessoas; autoridades acompanham o desdobramento.
- O CDC dos Estados Unidos reforçou controles de entrada para estrangeiros que viajaram recentemente pela RDC, Uganda ou Sudão do Sul; a OMS mantém vigilância sobre vacinas candidatas e a segurança de sua aplicação.
A Organização Mundial da Saúde avalia o uso de vacinas candidatas e tratamentos disponíveis para conter o surto de ebola na República Democrática do Congo. A cepa Bundibugyo, ausente há 14 anos, está associada a 131 mortes até agora. O vírus avança no leste do país, com novos focos e a infecção de um médico norte‑americano.
A doença se concentra na província de Ituri, na fronteira com Uganda. A OMS informou que um grupo técnico revisará recomendações sobre imunizantes e terapias já hoje, em videoconferência realizada pela representante Anne Ancia, de Kinshasa a Bunia.
O INRB, em Kinshasa, sequenciou o vírus e confirmou a cepa Bundibugyo. A análise indica que o surto de 2026 não está ligado aos registrados em 2007 e 2012. O instituto aponta retorno de transmissão animal para humano como característica do surto.
O diretor do INRB, Jean‑Jacques Muyembe, afirmou que ainda não foi identificado o reservatório animal responsável pela transmissão inicial, mas morcegos continuam entre as hipóteses mais discutidas. Ele ressaltou que a alimentação de morcegos pode contribuir para a epidemia.
Mesmo sem vacina específica, pesquisadores buscam avaliar meios de proteção cruzada. A estratégia envolve testar vacinas já usadas contra outras variantes para verificar eficácia contra Bundibugyo, levando em conta segurança e logística.
Dois novos focos foram registrados e o surto avança em Ituri e Norte de Kivu. Na Ituri, a infecção de um médico norte‑americano levou à quarentena de familiares e elevou a preocupação internacional. A situação aumenta pressão por respostas rápidas.
Autoridades dos EUA solicitaram apoio à evacuação do paciente. O governo alemão confirmou que receberá o médico e tratará o paciente, com traslado em andamento. Outras seis pessoas devem sair da região, possivelmente cidadãos norte‑americanos.
O Ministério da Saúde da RDC mantém medidas de prevenção sem alarde. O porta‑voz Patrick Muyaya pediu evitar contatos físicos e reduzir aglomerações, incluindo rituais envolvendo mortos. A vigilância permanece enfatizada em áreas de mineração.
Os EUA reforçaram controles sanitários para entrada de viajantes que passaram pela RDC, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias. O CDC afirmou que o risco de transmissão aérea é baixo e que as ações visam coibir exportação de casos.
A OMS reforça que a evolução dependerá da rapidez na identificação de casos e da adesão às medidas de prevenção. A presença de profissionais estrangeiros doentes aumenta a pressão internacional por respostas coordenadas.
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