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Trabalhadoras domésticas na Indonésia lutam por direitos, aponta The Guardian

Indonesia aprova lei que reconhece empregados domésticos como trabalhadores, garantindo seguro-saúde, folgas e pensão para mais de quatro milhões

A migrant domestic workers demonstration in Beirut, Lebanon. ‘One expert described the *kafala* sponsorship system in many Gulf states as giving a “veneer of legality to slaveholding”.’ Photograph: Anwar Amro/AFP/Getty Images
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  • A Indonésia aprovou uma lei que classifica trabalhadores domésticos como empregados, garantindo seguro saúde, folgas e pensão, e proibindo contratação de menores de dezoito anos.
  • No país, mais de quatro milhões de pessoas se beneficiam com essa conquista.
  • Globalmente existem cerca de setenta e cinco milhões de trabalhadores domésticos, com menos salários, benefícios e proteções legais em comparação com outros trabalhadores, em sua maioria mulheres.
  • Muitos são migrantes, incluindo cerca de três milhões de indonésios, que enfrentam dívidas com agências, isolamento, distância de família e barreiras de idioma; o sistema kafala em alguns estados também é citado como problema.
  • Longe dali, leis semelhantes ajudam a mobilizar trabalhadores domésticos e pressionar governos, mesmo quando a aplicação é desafiadora; reconhecimentos legais podem mudar atitudes e melhorar condições.

A Organização Internacional do Trabalho aponta que dezenas de milhões de trabalhadoras domésticas vivem com proteção reduzida. Na Indonésia, porém, duas décadas de atuação deram resultado: o parlamento aprovou uma lei que as reconhece como trabalhadores, garantindo seguro de saúde, folgas e pensão. A norma também proíbe a contratação de menores de 18 anos. Mais de quatro milhões de pessoas são beneficiadas.

Para além das mudanças no país, o tema se estende globalmente. Existem cerca de 75 milhões de pessoas nessa categoria, com salários baixos, menos benefícios e proteções legais limitadas, segundo a Federação Internacional de Trabalhadoras Domésticas. A maioria são mulheres, e o trabalho ocorre em domicílios, o que aumenta o isolamento.

Migrant workers compõem parte relevante do setor, especialmente no Oriente Médio e na Ásia. Cerca de 3 milhões de indoneses atuam fora do país, enfrentando dívidas com agências de empregos, distância de familiares e barreiras linguísticas. O sistema kafala é citado por especialistas como agravante de vulnerabilidade.

Contexto internacional

O acordo da OIT sobre padrões mínimos para trabalhadores domésticos, adotado por várias nações, estimulou ações coletivas e avanços legais, ainda que incompletos. A pressão por mudanças também recebe estímulo de redes sociais, que fortalecem a organização de trabalhadores isolados.

Repercussão na Indonésia

Analistas destacam que a nova lei permitiu ao governo avançar os direitos trabalhistas sem enfrentar grandes interesses contrários. A prática de recrutamento por agências permanece, porém, e a implementação exige esforço continuado. A legislação pode influenciar políticas de outros países exportadores de mão de obra.

A promoção de direitos envolve reconhecer a natureza de emprego das trabalhadoras domésticas, proibir taxas abusivas de agências e garantir períodos de descanso. Países anfitriões devem ampliar abrigos, canais de denúncia e caminhos de apoio, enquanto os países de origem devem proteger seus cidadãos antes e após a migração.

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