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Três brasileiras da flotilha rumo a Gaza são detidas por Israel

Três brasileiras da flotilha rumo a Gaza são detidas por forças israelenses e levadas à Palestina, em meio a condenação internacional e denúncias de detenções em águas internacionais

Brasília (DF), 07/06/2025 - Embarcação Madeleine, da Coalizão Flotilha da Liberdade. Foto: gazafreedomflotilla/Instagram
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  • Três brasileiras da flotilha Global Sumud Flotilla foram detidas por forças de Israel e estão sendo encaminhadas à Palestina ocupada: Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira.
  • Os navios da flotilha têm sido barrados em águas internacionais, e o movimento afirma que cerca de nove mil pessoas já foram presas, em um contexto de violência de Estado.
  • A Global Sumud Flotilla divulgou nota destacando relatos de sequestro ilegal, além de supostos padrões de tortura, abuso físico grave e violência sexual praticados pelas forças de ocupação.
  • O Itamaraty, em conjunto com governos de Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia, classificou o sofrimento dos palestinos como catastrófico e a detenção como arbitrária, pedindo liberação e respeito ao direito internacional.
  • Também houve detenção de Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, gerando reação diplomática do país, com cobrança de soltura imediata e apoio aos cidadãos irlandeses envolvidos.

Três brasileiras estão entre os sequestrados da Global Sumud Flotilha (GSF) transportados pelas forças de Israel nesta segunda-feira (18). Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), estavam em alto-mar e foram levadas à Palestina ocupada. Navios que tentavam prestar ajuda continuam barrados em águas internacionais.

Segundo a GSF, mais de 9 mil pessoas já foram presas injustamente, configurando um quadro de violência estatal. A organização ressalta relatos de sequestro, tortura, abuso físico grave e violência sexual vivida por participantes.

Em nota, o movimento destacou a gravidade da situação diante de depoimentos sobre prisões ilegais em águas internacionais. Surgem preocupações com a segurança física e o bem-estar de todos os detidos, segundo a organização.

Contexto internacional

Nesta segunda, o Itamaraty emitiu uma mensagem conjunta com Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia. Os governos classificaram o sofrimento dos palestinos como catastrófico e as detenções como arbitrárias.

Os representantes dos nove países reclamam a liberação imediata e reforçam a necessidade de cumprir o direito internacional humanitário. Pedem proteção de civis e de missões humanitárias, além de responsabilização por violações.

Caso irlandês

Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connolly, também foi detida ilegalmente. A transferência tem ganhado repercussão na imprensa internacional. O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda afirmou que atuará junto à Embaixada em Israel pela soltura e pelo apoio aos cidadãos implicados.

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