- Trump chamou Cuba de “nação falida”, disse que o regime matou muita gente e que o país precisa de ajuda, alegando que não conseguem ligar a luz nem comer direito.
- Washington impôs um bloqueio que deixou Cuba sem petróleo e energia, provocando apagões e agravando a economia; o governo americano anunciou novas sanções contra líderes cubanos.
- Cuba, em X, afirmou que não representa ameaça aos EUA e que tem direito legítimo de se defender; o país mantém posição de resistência às pressões.
- Segundo a Axios, Cuba teria adquirido mais de trezentos drones de aliados como Rússia e Irã e estaria estudando usá-los contra bases e navios dos Estados Unidos, incluindo Guantánamo e Key West.
- O governo americano discute a possibilidade de ação militar, com o Comando Sul preparando planos, enquanto o Departamento de Justiça pode indiciar Raúl Castro; houve reunião entre autoridades cubanas e o diretor da CIA, John Ratcliffe, sobre diálogo em segurança econômica.
Donald Trump chamou Cuba de “nação falida” nesta terça-feira, 19, durante declaração a jornalistas. O presidente dos EUA afirmou que o país caribenho precisa de ajuda e acusou o regime cubano de ter matado muitas pessoas, ao mesmo tempo em que disse não saber como haverá mudança no governo cubano. A fala ocorreu após Díaz-Canel alertar sobre possível banho de sangue em resposta a ações dos EUA.
A uma noite de distância, Díaz-Canel afirmou, em publicação no X, que qualquer ação militar norte-americana contra Cuba traria consequências incalculáveis e destacou o direito de defesa do país. O cubano também ressaltou que a ilha não representa ameaça a Washington nem planeja agressões contra terceiros.
A reportagem da Axios, divulgada anteriormente, indicou que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares de aliados como Rússia e Irã, com planos de usá-los contra a base naval de Guantánamo, navios da Marinha dos EUA e a área de Key West, na Flórida. A informação elevou as tensões na região.
As denúncias de Trump ocorrem em meio a um endurecimento da postura dos EUA contra Havana, com bloqueio à ilha e ameaças de sanções a países que exportam combustível para Cuba. A medida provocou apagões generalizados e agravou a situação econômica cubana, pressionando o governo local a enfrentar protestos.
Nesta segunda-feira, Trump anunciou uma nova rodada de sanções contra membros da cúpula política e militar de Cuba, ampliando a pressão sobre o regime. O governo americano classificou o governo cubano como corrupto e incompetente, sinalizando interesse em substituí-lo por lideranças mais favoráveis aos EUA.
Segundo o Politico, Trump e assessores demonstram frustração com a falta de reformas significativas em Cuba. Um interlocutor citado afirmou que o clima mudou: o Irã endureceu posições e os cubanos resistem mais do que o esperado, elevando o peso de uma possível ação militar para um plano mais considerado.
Na sexta-feira passada, 15, o Departamento de Justiça dos EUA informou que pretende apresentar acusações criminais contra Raúl Castro, ex-presidente cubano, o que alimenta especulações sobre ações adicionais. O Comando Sul tem conduzido reuniões de planejamento sobre uma possível operação, embora nenhuma ação esteja iminente.
Paralelamente, o governo cubano confirmou reunião com o diretor da CIA, John Ratcliffe. Ratcliffe informou autoridades cubanas que os EUA estariam abertos a diálogo sobre segurança econômica se Cuba promovesse mudanças fundamentais, segundo uma fonte da Reuters.
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