- Trump afirmou ter suspenso o ataque planejado contra o Irã para esta terça, após pedido de líderes do Golfo, e disse que negociações sérias estão em curso.
- Mesmo assim, o presidente manteve a ameaça de uma ofensiva “total e em larga escala” caso não haja acordo aceitável, com tropas prontas.
- O Irã disse estar plenamente pronto para qualquer eventualidade e enviou resposta por meio do Paquistão, exigindo desbloqueio de ativos e fim das sanções.
- O Irã criou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para gerir o tráfego no estreito de Ormuz, enquanto os Guardiões da Revolução ameaçaram cobrar pelos cabos submarinos da região.
- Relatórios do New York Times e do Washington Post apontam que o Irã preservou cerca de setenta por cento de suas capacidades balísticas, apesar de danos a bases.
Trump recuou no ataque ao Irã, citando avanços nas negociações e mantendo ameaça militar
O presidente dos EUA afirmou ter suspendido um ataque previsto para esta terça-feira contra o Irã, atendendo a pedidos de líderes do Golfo. Em mensagens na Truth Social, ele disse que negociações sérias estão em curso e que um acordo é possível para impedir a obtenção de arma nuclear pelo Irã. A ofensiva permanece como possibilidade caso não haja entendimento.
Trump afirmou ter recebido instruções para suspender a operação de autoridades de Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar, que veem potencial de acordo favorável. O objetivo central, segundo o presidente, é impedir que Teerã desenvolva armamento nuclear, mantendo tropas em prontidão para agir se as negociações falharem.
Front diplomático e evolução das negociações
Em conversa com repórteres na Casa Branca, o mandatário descreveu a evolução das tratativas como muito positiva e disse que aliados no Oriente Médio estão próximos de um acordo. Segundo ele, o tempo para chegar a um entendimento exigido por Washington é curto, e o impacto depende de manter o rumo das conversas.
Antes disso, o Irã disse estar pronto para qualquer eventualidade diante das ameaças norte-americanas. O Ministério das Relações Exteriores enviou uma resposta às propostas dos EUA, através do Paquistão, e reiterou que Teerã não renunciará aos seus direitos legítimos.
Pressão regional e resposta iraniana
Desde o cessar-fogo iniciado em 8 de abril, as negociações tentam avançar porém as posições permanecem distantes, especialmente sobre o tema nuclear. O Irã exige desbloqueio de ativos congelados e fim de sanções. O Irã também pediu que os meios de reparação pela guerra sejam discutidos, segundo a agência oficial.
O porta-voz iraniano enfatizou que o diálogo não significa capitulação e que o Irã negocia com dignidade. Washington sustenta que quer manter apenas um sítio nuclear ativo e transferir urânio altamente enriquecido ao governo americano, de acordo com relatos da imprensa.
Estreito de Ormuz e cabos submarinos
A agência Tasnim mencionou que os EUA teriam aceitado suspender sanções ao petróleo durante as negociações, informação não confirmada por Washington. O estreito de Ormuz continua sob controle iraniano e é ponto central de tensões, impactando o comércio global de energia.
Guardas da Revolução anunciaram a possibilidade de cobrança pelo uso de cabos submarinos na região, o que pode afetar a economia mundial. O Irã afirma que mantém Ormuz como instrumento estratégico para pressionar a estabilidade econômica global.
Capacidade balística iraniana
Relatórios do New York Times e do Washington Post sugerem que o Irã manteve parte de suas capacidades balísticas, mesmo após ataques. Especialistas avaliam que 70% de seus estoques e lançadores teriam sido preservados, com danos em algumas bases e túneis não eliminando o programa.
Analistas destacam que reconstruir totalmente a força de mísseis é complexo, dada a dispersão de instalações e o uso de lançadores móveis. Observam ainda que o objetivo de dispor de uma capacidade de disparos elevada permanece um desafio para a região.
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