- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria um acordo diplomático com Cuba e pode oferecer ajuda à ilha, mesmo sem mudança de regime.
- Trump disse que Cuba está buscando contato com os EUA para receber assistência, e que a ajuda não depende da alteração do regime cubano.
- O republicano afirmou ter grande disposição para ajudar os cubano-americanos, especialmente pela importância do eleitorado na Flórida, alegando ter grande apoio entre essa comunidade.
- Díaz-Canel rebateu, dizendo que Trump usa retórica de ódio anticubana para justificar uma guerra econômica total, e que Cuba não se renderá às ameaças.
- O contexto inclui sanções dos EUA contra Cuba, com cortes de petróleo venezuelano e medidas para impor tarifas a países fornecedores, o que impactou inclusive o México.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, na Casa Branca, que pode buscar um acordo diplomático com Cuba e enviar ajuda humanitária independentemente de mudança de regime. A declaração ocorreu em meio a tensões recentes entre os países.
Trump disse que Cuba busca contato com os EUA para assistência, mas afirmou que o regime cubano não é condição para o apoio. O republicano isolou a ideia de regime como requisito e enfatizou a necessidade de ajuda à população.
O líder cubano Miguel Díaz-Canel respondeu que Trump utiliza retórica de hostilidade para justificar o que chamou de guerra econômica. Díaz-Canel afirmou que Cuba não se renderá às pressões americanas.
Em abril, o governo americano mencionou a possibilidade de cessar-fogo com o Irã e voltou a ameaçar invasão de Cuba em maio, ampliando sanções. A escalada sinaliza um período de tensão diplomática entre os dois países.
Nos EUA, Trump reforçou a força de apoio da comunidade cubano-americana na Flórida, citando forte apoio eleitoral. Ele disse ter vontade de ajudar familiares que vivem em Cuba e criticou condições no país caribenho.
Sobre Cuba, Díaz-Canel destacou que as sanções americanas dificultam atividades econômicas e que o país defenderá cada centímetro de seu território. As comunicações entre as partes foram retomadas de forma intermitente nos últimos meses.
No início de 2026, os EUA já haviam imposto novas sanções à ilha, entre elas a suspensão de petróleo venezuelano. A medida afetou o abastecimento cubano e levou o México a interromper embarques de petróleo bruto.
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