- O jornal Financial Times afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu a Xi Jinping que EUA, China e Rússia se unissem contra o Tribunal Penal Internacional (TPI).
- A ideia foi mencionada durante a visita de Trump a Pequim na semana passada, segundo fontes próximas às conversas.
- O governo dos EUA classificou o TPI como politizado e com risco de abusos de poder, além de desrespeito à soberania norte-americana.
- EUA, China e Rússia não reconhecem a jurisdição do TPI, cujas decisões recentes irritaram Washington e Moscou.
- Em 2023, o TPI ordenou a prisão de Vladimir Putin; desde 2024, o tribunal também emitiu mandados contra líderes israelenses por crimes na Faixa de Gaza, com sanções adotadas pelos EUA contra procuradores e juízes do TPI.
- Nesta terça-feira, Bezalel Smotrich informou que a procuradoria do TPI solicitou mandado de prisão internacional contra ele, segundo reportagens divulgadas pelo Haaretz.
O jornal Financial Times afirmou que Donald Trump sugeriu a Xi Jinping, durante visita a Pequim na semana passada, que EUA, China e Rússia se unissem para tomar ações contra o Tribunal Penal Internacional. A reportagem cita pessoas familiarizadas com as conversas.
Conforme o FT, a ideia seria que os três países tivessem interesses alinhados na questão do TPI, que é visto pelos governos de Washington e Moscou como politizado. O governo americano, segundo a publicação, descreveu a corte como abusiva de poder e desrespeitosa à soberania nacional dos EUA.
Não foram detalhadas quais medidas contra o TPI teriam sido discutidas, e a Casa Branca não comentou a matéria. EUA, China e Rússia não reconhecem a jurisdição do tribunal e criticam decisões recentes da corte.
Contexto internacional
O TPI emitiu mandados de prisão contra autoridades israelenses em 2024, no âmbito das investigações sobre a guerra na Faixa de Gaza. Washington já havia imposto sanções a procuradores e juízes do TPI desde 2023. Moscou também critica as causas trabalhadas pela corte.
Em março de 2023, o TPI ordenou a prisão de Vladimir Putin por deportação de menores ucranianos para a Rússia. A ordem intensificou tensões entre o tribunal e os EUA, a China e a Rússia, países que não reconhecem a jurisdição do TPI.
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