- Os EUA veem na Bolívia uma tentativa de golpe contra o governo eleito de Rodrigo Paz, com protestos promovidos por setores derrotados nas urnas e apoiados por crime organizado e narcotraficantes.
- O vice‑secretário de Estado, Christopher Landau, afirmou ter conversado com Paz e reiterou o apoio americano ao governo constitucional, chamando a crise de golpe de Estado em andamento.
- A União Europeia, em conjunto com as embaixadas de Alemanha, Espanha, França, Itália e Suécia em La Paz, pediu calma, respeito à democracia e às instituições bolivianas, além de condenar a violência.
- As manifestações já deixaram ao menos dez feridos e 69 detidos, com bloqueios em La Paz, Oruro e Cochabamba, além de ataques a prédios públicos e saques.
- O Grupo Idea, formado por 31 ex‑presidentes, pediu à OEA e a governanças democráticas das Américas que acompanhem a situação; Evo Morales chamou os protestos de “elevação do povo” e criticou políticas do governo Paz.
A violência e os bloqueios que atingem várias regiões da Bolívia nesta semana ganharam contornos de crise política. Manifestantes promovem protestos contra o governo do presidente Rodrigo Paz, eleito pela centro-direita. O movimento começou com reivindicações sindicais e evoluiu para pedidos de renúncia do mandatário, com incêndios e saques em algumas áreas.
Enquanto o país vive esse cenário, o governo dos EUA e a União Europeia registraram reações distintas. Washington afirma que uma tentativa de golpe está em curso contra o governo democraticamente eleito, e aponta suposto financiamento por redes criminosas. Já a UE pediu calma, diálogo e respeito às instituições.
A escalada dos protestos ocorreu principalmente em La Paz, Oruro e Cochabamba, com bloqueios e ataques a prédios públicos. Autoridades bolivianas relatam ao menos dez feridos e 69 detidos até o momento, além de danos materiais e a queima de um veículo policial.
Reação dos EUA
O vice-secretário de Estado, Christopher Landau, afirmou que setores derrotados nas urnas promovem tumultos com apoio de organizações criminosas e narcotraficantes. O diplomata disse ter conversado com Paz por telefone e reiterou o respaldo americano ao governo constitucional. Também classificou a crise como golpe de Estado em andamento financiado pela aliança entre política e crime.
Reação da UE
O bloco europeu adotou tom cauteloso em comunicado conjunto com as embaixadas de Alemanha, Espanha, França, Itália e Suécia, em La Paz. O texto pede respeito à democracia, à ordem constitucional e às instituições bolivianas, além de condenar atos de violência.
Situação no terreno
O desafio político se agrava com a adesão de sindicatos e setores ligados ao ex-presidente Evo Morales, que classificou os protestos como elevação do povo e criticou políticas do governo Paz, vinculadas a medidas consideradas neoliberais. A tensão envolve narrativas sobre legitimidade e governabilidade.
Apoio internacional
Grupo Idea, composto por 31 ex-presidentes, pediu à OEA e a governos democráticos das Américas que acompanhem a situação na Bolívia. O grupo alerta para a possibilidade de manipulação política das manifestações e seu impacto na estabilidade institucional do país.
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