- negociadores da União Europeia precisam fechar nesta terça a eliminação das tarifas de importação de produtos norte-americanos, conforme o acordo de Turnberry, para evitar o aumento de tarifas proposto por Trump.
- segundo o acordo assinado em Turnberry, a UE abriria tarifas zero para produtos industriais dos EUA e concederia acesso preferencial aagrícola e marítimo; em contrapartida, os EUA adotariam tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos da UE.
- Parlamento Europeu e Conselho ainda não aprovaram o texto; a rodada final de negociações deve definir as salvaguardas caso Trump volte a cortar o acordo.
- Trump alertou que pode impor tarifas mais altas, incluindo carros, se a UE não cumprir os compromissos até 4 de julho, e já houve ameaça de tarifa de 25% sobre carros.
- as negociações já foram pausadas duas vezes após as ameaças de Trump e após a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas globais.
Negociadores da União Europeia devem concordar nesta terça-feira em eliminar as tarifas de importação de produtos norte-americanos para cumprir o acordo firmado no ano passado e afastar a ameaça de Donald Trump de taxas bem mais altas.
O acordo, fechado no resort Turnberry, na Escócia, prevê a eliminação de tarifas sobre produtos industriais dos EUA e acesso preferencial a agrícolas e marítimos. Em contrapartida, a UE ficaria sujeita a tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos europeus.
No entanto, o Parlamento Europeu e o Conselho ainda precisam aprovar um texto legislativo. As principais divergências envolvem salvaguardas caso Trump volte a agir fora do acordo.
Avanços e expectativa nas negociações
Os negociadores da UE devem concluir a rodada final nesta terça, com expectativa de fechamento do acordo ainda neste dia ou no início de quarta-feira, de acordo com fontes próximas às negociações.
Trump havia dito que impondria tarifas maiores sobre produtos da UE, incluindo carros, caso as obrigações não fossem cumpridas até 4 de julho. Em tese, elevava tarifas sobre autos europeus para 25%.
As negociações foram pausadas duas vezes por causa das ameaças de Trump a tarifas aos aliados europeus, além de uma decisão da Suprema Corte dos EUA que impactou tarifas globais. Essas pausas influenciaram o ritmo do processo legislativo.
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