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Vítima ou cúmplice? namorada de Epstein pode ser questionada, mesmo com delação

Nadia Marcinko, ex-companheira de Epstein, pode ser investigada como possível cúmplice, apesar de alegar ser vítima, em meio a documentos e depoimentos.

Nadia Marcinko was Epstein's main girlfriend for seven years, after his relationship with Ghislaine Maxwell came to an end
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  • Nadia Marcinko, antiga parceira principal de Jeffrey Epstein, figura entre as quatro mulheres consideradas “co-conspiradoras potenciais” no acordo de 2008 que lhe concedeu imunidade.
  • Duas das associadas — Sarah Kellen e Lesley Groff — devem ser interpeladas por legisladores dos EUA; Marcinko e Adriana Ross também são alvo de possível convocação, segundo apuração.
  • Marcinko não foi acusada de crime; ela afirma ser uma vítima, mas há relatos de participação dela na exploração de meninas menores de idade segundo depoimentos de vítimas de Palm Beach.
  • Documentos e e-mails examinados pela BBC indicam que Epstein e Marcinko buscaram constituir uma família, além de apontar pedidos para recrutamento de outras mulheres; há relatos de violência física atribuídos a Epstein.
  • Marcinko não está em evidência pública desde a morte de Epstein em 2019; em 2018 colaborou com o FBI, defendendo a chance de permanecer nos Estados Unidos no âmbito de seu visto.

Nadia Marcinko, conhecida como a parceira principal de Jeffrey Epstein por sete anos, pode entrar no foco de investigações mesmo após ter sido citada em um acordo de 2008 que concedeu imunidade a quatro mulheres, entre elas Marcinko. A discussão envolve se ela é vítima ou cúmplice.

A comissão legislativa dos EUA quer ouvir Marcinko junto de outras duas assistentes de Epstein, Sarah Kellen e Lesley Groff. Adriana Ross, outra assistente, também é tema de debate. A imunidade do acordo de 2008 é vista como ponto central.

Marcinko deixou de aparecer publicamente após a morte de Epstein, em 2019, enquanto surgem novos relatos sobre seu papel na vida do financista. Ela já foi descrita como assistente de voo de Epstein e foi mencionada em investigações anteriores.

Imunidade e coautoria

O acordo de 2008 imunizou as quatro mulheres ligadas ao caso, mas perguntas sobre essa imunidade voltaram à tona. Uma congressista solicita investigação mais ampla para incluir Marcinko, mesmo sem acusações formais contra ela.

Marcinko teve vínculos estreitos com Epstein, viajaram juntos e, segundo documentos, chegaram a planejar ter filhos. Também há relatos de recrutamento de outras mulheres, embora não haja confirmação de envolvimento com menores em mensagens diretas.

Marcinko ganhou treinamento de piloto financiado por Epstein, ampliando seu papel operacional. Em 2018, ela colaborou com o FBI, sinalizando mudança de posição frente às investigações em curso. O status de seu visto de permanência nos EUA, em 2022, também é discutido.

Contexto histórico e posição atual

Dossiês indicam que Epstein exercia controle considerável sobre Marcinko, incluindo decisões de vida e aparência. Marcinko manteve relação de cooperação com Epstein por anos, mesmo após o término formal do relacionamento.

A BBC buscou commentários com Marcinko, que não respondeu. O caso levanta a pergunta sobre até onde a cooperação de uma vítima pode ser interpretada como participação em crimes, especialmente em contextos de poder e coerção.

Marcinko permanece fora do radar público desde então, com indícios recentes de participação em um centro budista em Nova York. O panorama atual envolve questionamentos sobre culpabilidade, testemunhos e o papel de pessoas próximas a Epstein.

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