- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarcou em Pequim para a sua 25ª visita oficial à China, reunindo-se com Xi Jinping.
- O encontro ocorre pouco após a cúpula entre Xi e Donald Trump, consolidando Pequim como centro das negociações geopolíticas.
- O analista Lourival Sant’Anna aponta que a China, diante de conflitos entre EUA e Rússia, mantém vantagem estratégica e usa dependências e economia para fortalecer sua posição.
- Na agenda, a disputa pelo preço do gás domina as negociações: já há um gasoduto que transporta 38 bilhões de metros cúbicos por ano, com objetivo de chegar a 44 bilhões, além da ideia de um novo gasoduto, o Power of Siberia 2, com 50 bilhões de metros cúbicos anuais.
- A divergência central é que a Rússia quer preços próximos ao mercado, enquanto a China busca condições semelhantes aos subsidiados dentro de seu território russo; a China, embora dependente, possui várias opções de energia, fortalecendo sua posição.
Vladimir Putin desembarcou em Pequim nesta terça-feira para a 25ª visita oficial à China, onde se reuniu com Xi Jinping. O encontro ocorre pouco tempo após a cúpula entre Xi e Trump, consolidando a capital chinesa como palco central das negociações geopolíticas atuais.
Analistas destacam o papel da China na equação entre Rússia e Estados Unidos. Segundo Lourival Sant’Anna, no CNN Prime Time, a posição de Beijing tende a favorecer a China, com os dois blocos mostrando fragilidade diante da depender de Pequim em áreas estratégicas.
Sant’Anna compara a postura de Xi à de antigos imperadores que recebem tributos, afirmando que a China volta a ocupar posição dominante. Na visão dele, a Rússia entra em negociação com maior necessidade de manter canal de energia com a China.
A Rússia, pressionada por sanções e limitações geográficas, precisa vender energia para a China. Segundo o analista, a demanda chinesa por energia é elevada, e a dependência de Moscou aparece menos relevante diante das opções de Beijing.
Disputa pelo preço do gás domina negociações
O gasoduto existente transporta cerca de 38 bilhões de metros cúbicos por ano. Há tratativas para ampliar esse volume para 44 bilhões. Também está em pauta o Power of Siberia 2, com capacidade de 50 bilhões de metros cúbicos anuais.
A divergência central envolve o preço. A Rússia quer vender a valores próximos ao de mercado, enquanto a China busca condições próximas aos preços internos subsidiados. A avaliação aponta que a China possui maior flexibilidade de fornecimento.
Para Sant’Anna, a Rússia depende mais da venda de energia à China do que o contrário. A China, por sua vez, mantém outras fontes e rotas, fortalecendo sua posição de negociação.
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