- A entrada em vigor da parte comercial entre o Mercosul e a União Europeia começou em 1º de maio, ampliando não apenas tarifas, mas o potencial de investimentos diretos entre as partes.
- O prognóstico é de aumento no fluxo de investimentos diretos em empresas de ambos os lados, além do comércio facilitado.
- O ex-diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, hoje à frente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp, aponta que os aportes dependem da percepção de ganho para os dois lados.
- Azevêdo afirmou que o ritmo dos investimentos nos próximos anos será ditado pela visão do setor privado sobre os benefícios do acordo.
- O cenário envolve a expectativa de que o acordo crie condições mais estáveis para investimentos além das trocas comerciais.
Desde 1º de maio entrou em vigor a parte comercial do acordo entre Mercosul e União Europeia, com expectativa de ampliar o fluxo de investimentos diretos entre as partes, além das trocas comerciais facilitadas pela redução de tarifas.
Quem informa é Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC e hoje presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp. Ele aponta que o investimento tende a crescer à medida que se consolide a percepção de ganho para ambos os lados.
Azevêdo sustenta que o ritmo de aportes virá da constatação de benefícios compartilhados, não apenas de ganhos setoriais isolados. O cenário envolve empresas brasileiras e de outros países do bloco, interessadas em ampliar operações e parcerias.
A avaliação é de que a fase comercial, já em vigor, pode estimular investimentos diretos além do comércio, dependendo de como os players privados enxergarem os impactos positivos do acordo. A Fiesp acompanha o desdobramento do acordo multilateral.
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