- Vilnius, capital da Lituânia, recebeu orientação do Exército para abrigo devido a alerta de atividade de drones próximo à fronteira com a Bielorrússia; o presidente Gitanas Nauseda e a primeira-ministra Inga Ruginiene foram levados a locais seguros, e houve evacuação no Seimas.
- O alerta durou cerca de uma hora e levou ao fechamento temporário do espaço aéreo sobre o Aeroporto de Vilnius.
- As autoridades disseram que, com base nos parâmetros observados, é provável tratar-se de um drone de combate ou de um dispositivo para enganar sistemas, mas não houve confirmação sobre explosivos.
- Bielorrússia informou ter enviado relatório sobre drones que poderiam se mover para o território lituano; Letônia também recebeu informações semelhantes. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) acompanhou os desdobramentos e destacou resposta calma, decisiva e proporcional.
- O incidente ocorre em um contexto de tensões envolvendo drones que cruzam fronteiras entre a Ucrânia e a Rússia e alertas com possíveis interferências eletrônicas.
O Exército da Lituânia ordenou que moradores de Vilnius procurassem abrigo nesta quarta-feira, 20, após a detecção de atividade de drones perto da fronteira com a Bielorrússia. O presidente Gitanas Nauseda e a primeira-ministra Inga Ruginiene foram levados para locais seguros, e houve evacuação no Parlamento, o Seimas.
Ao longo da tarde, o espaço aéreo sobre o Aeroporto de Vilnius foi fechado temporariamente. A orientação oficial foi emitida pela defesa do país, citando risco de aeronaves não tripuladas na região. A medida perdurou por cerca de uma hora.
Segundo Vilmantas Vitkauskas, chefe do Centro Nacional de Gerenciamento de Crises, é provável que o drone fosse de combate ou elaborado para enganar sistemas. As contramedidas eletrônicas não permitiram confirmar se haveria explosivo, nem a origem do equipamento.
A fronteira lituano-bielorrussa fica a leste, com a Bielorrússia aliada à Rússia, e Kaliningrado ao oeste. Apesar de não ter sido visto drone sobre solo lituano, o Ministério da Defesa informou ter recebido relatório de atividade de drones na Bielorrússia.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, elogiou a resposta da aliança aos incidentes recentes com drones, atribuindo o fenômeno à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Autoridades ocidentais mencionam possíveis interferências eletrônicas como causa subjacente.
Drones que cruzam fronteiras já foram observados em operações envolvendo a Ucrânia e, segundo autoridades, provocam tensões entre Estados membros da Otan. A Rússia afirmou que poderá reagir caso drones ucranianos sejam lançados dos Bálcãs ou dos Bálticos.
As autoridades lituanas ressaltam que o alerta foi o primeiro de grande porte na capital de um país membro da União Europeia e da Otan desde a invasão da Ucrânia, em 2022, destacando o efeito dissuasor do sistema de defesa e da cooperação regional.
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