- Um médico americano, membro da organização missionária Serge Christian, foi transportado de Uganda para Berlim e internado no Hospital Charité para tratamento de Ebola de alta Infectividade.
- A decisão foi tomada a pedido das autoridades dos Estados Unidos; o traslado ocorreu em uma aeronave especial e contou com escolta policial.
- O Charité mantém uma unidade de isolamento dedicada a doenças altamente contagiosas; seis contatos de alto risco estão finalizando planos de viagem para trânsito à Europa, com quarentena durante o monitoramento.
- Na República Democrática do Congo, a cepa Bundibugyo do Ebola já causou mortes e levou a OMS a declarar emergência de saúde pública internacional.
- Os Estados Unidos anunciaram restrições de viagem a partir de RDC, Uganda e Sudão do Sul por vinte e um dias; autoridades do CDC África destacam a importância de controlar o surto na origem, não apenas nas fronteiras.
Médico infectado na República Democrática do Congo foi transferido para a Alemanha e internado no hospital Charité, referência no tratamento de doenças altamente infecciosas. O transporte ocorreu a pedido das autoridades dos EUA e envolve uma aeronave especial.
O paciente é membro da organização missionária Serge Christian. Ele foi deslocado de Uganda para Berlim, em voo controlado, e recebido no Charité por meio de um veículo preparado para pacientes com doenças infecciosas, com escolta policial.
A unidade de isolamento do hospital opera com infraestrutura separada das áreas normais, dedicada ao cuidado de casos de alta contagiosidade. Em Berlim, a equipe de especialistas acompanha o paciente com protocolos de biossegurança.
Operação de transporte
O governo alemão informou que a decisão de receber o médico ocorreu para ampliar a assistência a parceiros, mantendo as mais altas medidas de segurança. O Ministério da Saúde afirmou que o paciente receberá o melhor tratamento possível.
Outras seis pessoas consideradas contatos de alto risco já estão em vias de viajar para a Europa, com planos de quarentena durante o monitoramento. Um dos destinos é a República Tcheca, os demais, a Alemanha, segundo autoridades americanas.
Contexto epidemiológico
O surto da cepa Bundibugyo, no leste da RDC, já provocou mais de 130 mortes, segundo dados oficiais, e a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública. Testes diagnósticos atuais demonstram eficácia na detecção dessa cepa.
Nos EUA, o governo estabeleceu restrições de viagem para quem esteve na RDC, Uganda ou Sudão do Sul nos 21 dias anteriores. O CDC África criticou a medida, apontando que o controle do surto na origem é a estratégia mais eficaz para a segurança sanitária global.
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