- Estudo do National Bureau of Economic Research aponta que deportações associam-se à perda de empregos tanto para imigrantes quanto para trabalhadores nascidos nos EUA, com salários estagnados.
- A construção civil foi o setor mais impactado; 15% da força de trabalho é estimada como indocumentada, e quedas de 3% (US-born sem diploma) e 7,5% (sem status) foram observadas entre trabalhadores afetados.
- Em conjunto, as deportações reduziram em cinco por cento o emprego de homens sem status e em 1,3% o emprego de homens nascidos nos EUA sem diploma universitário.
- Para cada prisão, seis trabalhadores nascidos nos EUA perderam o emprego; quatro trabalhadores sem status também perderam.
- Não houve evidência de aumento salarial para atrair trabalhadores americanos; as operações de deportação associaram-se à queda de empregos nos setores estudados.
Deportações do governo Trump associadas à perda de empregos para americanos, aponta estudo do National Bureau of Economic Research. A pesquisa analisa efeitos de operações de deportação entre janeiro e outubro de 2025. Foca em quatro setores com forte presença de mão de obra imigrante: agricultura, construção, manufatura e atacado.
O estudo compara comunidades onde houve aumento nas deportações com outras sem esse incremento. Conclui que as deportações retardaram a contratação de trabalhadores e não elevaram salários. Os impactos foram mais fortes entre homens sem status legal ou diploma universitário nascidos nos EUA.
Na construção civil, setor com alta dependência de imigrantes, a queda de empregos atingiu principalmente trabalhadores nascidos nos EUA. Em média, para cada deportação, seis trabalhadores americanos perderam o emprego. Trabalhadores sem status legal registraram queda maior, de até 7,5%.
Os dados federais apontam retração de 3% no emprego de homens nascidos nos EUA sem diploma, e de 7,5% entre homens sem status legal na construção. Em todos os quatro setores analisados, houve queda no emprego de trabalhadores do sexo masculino sem status.
A pesquisa destaca que não houve comprovação de aumento de salários para atrair trabalhadores americanos. Ao contrário, houve redução na atividade econômica, com efeitos negativos sobre a oferta de moradias e construção de casas novas.
A construção residencial, por fim, mostra sinais de desaceleração. Licenças para novas unidades caíram 7,4% em março de 2026 e empregos no setor recuaram 1,5% em abril, em comparação com 2025. Especialistas apontam fatores como juros altos e custos de materiais, que reduzem a viabilidade de projetos.
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