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EUA denunciam golpe de Estado na Bolívia

EUA descrevem crise na Bolívia como golpe de Estado em curso; protestos se intensificam e governo prepara ações legais e diplomáticas

Moradora caminha ao lado de viatura policial incediada durante manifestações, em La Paz - (crédito: Aizar Raldes/AFP)
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  • O subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, descreveu a crise na Bolívia como uma tentativa de golpe financiada por uma aliança entre política e crime organizado na região.
  • O presidente Rodrigo Paz, em seis meses de governo, enfrenta a pior crise política desde que assumiu, com simpatizantes de Evo Morales apoiando protestos em La Paz.
  • Na segunda-feira, manifestantes armados invadiram a Plaza de Armas, sede do Executivo, demandando a renúncia de Paz; as autoridades mobilizaram cerca de dois mil e quinhentos policiais.
  • O governo boliviano anunciou que apresentará denúncia formal à Organização dos Estados Americanos por suposto atentado à democracia e à estabilidade política, e o Ministério Público abriu investigação por tentativa de homicídio, danos ao patrimônio e outros crimes.
  • Especialistas analisam que a Bolívia pode estar diante de uma crise de Estado e alertam para o risco de escalada e de uma guerra civil, com casos de violência crescente em La Paz.

O subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, apontou uma tentativa de golpe na Bolívia, dizendo que haveria financiamento de aliança entre política e crime organizado na região. A declaração foi feita durante participação em um debate de think tanks em Washington.

Rodrigo Paz, presidente da Bolívia há seis meses, enfrenta a maior crise de seu governo. Defende que setores ligados ao antecessor Evo Morales promovem a convulsão social que se mantém em La Paz há duas semanas. Na segunda-feira, manifestantes entraram na Plaza de Armas para exigir a renúncia do presidente.

As autoridades bolivianas mobilizaram 2.500 policiais para conter novos protestos. La Paz deve apresentar denúncia formal à OEA por suposto ataque à democracia e à estabilidade política. O país atravessa a mais grave turbulência econômica em quatro décadas, segundo autoridades.

O Ministério Público abriu investigação por tentativa de homicídio, destruição de bens do Estado, roubo agravado e instigação à delinquência, após ameaças de invasão ao Palácio Quemado. Segundo El Deber, 29 dos 130 detidos permanecem sob custódia.

Evo Morales, considerado foragido, teve mandado de prisão renovado em 11 de maio por suposto tráfico de uma menor de 15 anos, informa o veículo boliviano. O caso compõe o cenário de tensão que envolve o governo de Paz e opositores.

Analista de ciência política da Universidad Mayor de San Andrés afirma que a Bolívia começa a vivenciar uma crise de estado. O especialista aponta falhas na atuação de forças de segurança e na gestão de mobilizações, além de violência crescente em La Paz.

Marcelo Arequipa ressalta que medidas do governo para pacificar o país podem prejudicar negociações com setores mobilizados. Ele cita ainda que figuras associadas a movimentos sociais já enfrentam riscos legais e deixam as instituições de negociação fragilizadas.

Contexto político e riscos

A situação na Bolívia levanta preocupações sobre a possibilidade de escalada de violência. A expansão de bloqueios para outras regiões é mencionada por analistas como fator de maior volatilidade. Autoridades destacam a necessidade de respostas legais e diplomáticas para evitar desdobramentos.

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