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Ex-presidente cubano Raúl Castro é indiciado pelo governo dos EUA

Raúl Castro é indiciado pelos EUA; Washington oferece US$ 100 milhões por informações que levem à prisão do ex-presidente

O ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, acena com a bandeira nacional cubana durante a comemoração do Dia do Trabalho
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  • O ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, foi indiciado pelo governo dos Estados Unidos.
  • O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, ofereceu recompensa de US$ 100 milhões por informações que levem à prisão dele.
  • A denúncia sustenta que Castro recebeu dinheiro de exilados cubanos para promover uma campanha contra o governo cubano.
  • Raúl Castro governou Cuba de 2008 a 2018 e hoje atua como first-secretary do Partido Comunista; o governo cubano não se pronunciou oficialmente.
  • A indiciamento ocorre em um contexto de tensões entre EUA e Cuba, com embargo mantido desde 1960 e declarações de que os EUA buscam desestabilizar o país.

O ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, foi indiciado pelo governo dos EUA. A informação foi publicada pela AFP nesta quarta-feira, 20, citando fontes oficiais. O indiciamento envolve supostas ações que ameaçam a segurança nacional dos Estados Unidos.

Segundo a agência, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, ofereceu recompensa de US$ 100 milhões por informações que levem à prisão de Raúl Castro, que governou ao lado de Fidel Castro até 2008. A acusação está relacionada a apoio a grupos considerados terroristas.

Raúl Castro, hoje com 92 anos, foi presidente de 2008 a 2018 e ocupa o cargo de primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba. O governo cubano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Contexto e repercussões

A relação entre EUA e Cuba permanece tensa, com embargo econômico vigente desde 1960. O indiciamento ocorre em meio a sinais de diálogo para melhorar relações diplomáticas entre os dois países.

A investigação, que durou meses, contou com informações de fontes confidenciais. O governo cubano aponta tentativa de desestabilizar o país e promover mudança de regime.

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