- A Google DeepMind concordou em entrar em negociações formais com sindicatos no Reino Unido, via Acas, após votação de trabalhadores da sede em Londres para se sindicalizarem.
- Os sindicatos Communications Workers Union (CWU) e Unite poderão representar os empregados em eventual negociação coletiva, com possível ballot formal em alguns meses.
- A empresa não reconheceu voluntariamente o sindicato para negociação coletiva, mas aceitou conversar por meio do Acas para discutir condições como salário, horários e férias.
- A decisão ocorre em meio a preocupações de funcionários sobre o uso de IA pelos governos dos EUA e de Israel em defesa e inteligência, além de petitions lançadas pelos trabalhadores.
- Existe também uma ação judicial envolvendo um pesquisador da DeepMind de origem palestina que alega ter sido demitido após protestar contra o trabalho para o governo israelense; a empresa contesta a acusação.
Google DeepMind abriu caminho para negociações formais com trabalhadores do Reino Unido sobre representatividade sindical. A empresa confirmou que vai tratar o tema com a CWU e o Unite, via Acas, após centenas de funcionários em Londres votarem pela sindicalização.
A própria DeepMind recusou o reconhecimento voluntário para negociação coletiva, dizendo que a conversa pode avançar para uma votação formal em meses. A posição foi comunicada aos funcionários por e-mail.
A iniciativa ocorre em meio a preocupações sobre o uso da IA pela defesa e serviços de inteligência de governos, incluindo os EUA e Israel. Trabalhadores têm assinado petições sobre aplicações militares da tecnologia.
A assinatura de petições ocorreu na sede londrina da empresa, com relatos de insatisfação em relação a contratos, relação com tecnologia de drones e o papel da IA em operações governamentais.
Negociações formais sob Acas
A DeepMind informou que as conversas, conduzidas por Acas, podem resultar em um plebiscito entre todos os empregados elegíveis para decidir pela representação sindical. A CWU e o Unite veem a medida como avanço para tratar preocupações no ambiente de trabalho.
A companhia ressalta que valoriza o diálogo direto com os funcionários e que a escolha de sindicalização não impacta o tratamento na empresa. Em resposta, fontes sindicais destacaram a necessidade de endereçar questões no chão de fábrica.
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