- O Irã ameaçou ampliar a guerra para além do Oriente Médio caso os Estados Unidos ataquem novamente, segundo nota da Guarda Revolucionária.
- Trump afirmou que estava a uma hora de decidir reiniciar bombardamentos, mas adiou a ação para tentar manter a diplomacia.
- Passaram-se seis semanas desde a suspensão da Operação Fúria Épica e as negociações de paz estão paralisadas.
- O Irã apresentou, nesta semana, nova oferta aos EUA com condições como controle do Estreito de Ormuz, compensação por danos de guerra, levantamento de sanções, liberação de ativos congelados e retirada de tropas.
- Navios-tanque chineses cruzaram o Estreito de Ormuz, sinalizando flexibilização para países aliados; pelo menos 54 navios passaram pela rota na semana anterior.
O Irã ameaçou ampliar a guerra para fora da região se os Estados Unidos atacarem novamente, após o presidente Donald Trump dizer ter chegado a hora de reiniciar uma campanha militar. As informações chegam seis semanas após Trump ter interrompido a Operação Fúria Épica para um cessar-fogo.
O país apresentou uma nova oferta aos EUA nesta semana, mantendo exigências já rejeitadas por Trump. Entre elas estão controle do Estreito de Ormuz, compensação por danos de guerra, levantamento de sanções, liberação de ativos congelados e retirada de tropas norte-americanas da região.
Trump afirmou, na segunda e na terça-feira, que estava perto de ordenar uma nova ofensiva, mas optou por adiar nos últimos minutos para tentar abrir espaço à diplomacia. Aos jornalistas, ele disse ter chegado a uma hora para decidir.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que, se houver nova agressão, a guerra regional se estenderá além da região. O anúncio foi divulgado pela mídia estatal e reforça a postura de retaliação de Teerã.
Movimentação no Estreito de Ormuz
O Irã fechou amplamente o Estreito de Ormuz para navios, mantendo exceções apenas para embarcações sob sua jurisdição, desde o início da campanha israelense-americana em fevereiro. A medida provocou a maior interrupção do fornecimento global de energia já registrada.
Dois navios-tanque chineses, com cerca de 4 milhões de barris de petróleo, deixaram o estreito nesta quarta-feira. O movimento indica disposição de Teerã de flexibilizar o bloqueio para países considerados aliados.
Nesta semana, o Irã informou ter chegado a acordo para facilitar a passagem de navios chineses, durante visita de Trump à China para cúpula. O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul também disse que um navio-tanque sul-coreano atravessava o estreito em cooperação com o Irã.
Segundo o monitor de transporte marítimo Lloyd’s List, pelo menos 54 navios cruzaram o estreito na última semana, cerca do dobro da anterior. Ainda assim, esse volume representa uma fração dos aproximadamente 140 navios que atravessavam a rota diariamente antes da guerra.
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