- Parlamentares israelenses aprovaram por 110 votos a zero um projeto preliminar para dissolver o Knesset, o parlamento de Israel, abrindo caminho para eleições antecipadas se o texto final for aprovado.
- O projeto não indica data para as eleições; o cronograma final ainda é incerto, com prazo máximo de até cinco meses a partir da passagem da lei no Knesset.
- O racha interno levou antigos aliados de Netanyahu a apoiar a dissolução; Ofir Katz apresentou um projeto próprio para novas eleições, com apoio de ultraortodoxos da coalizão.
- A oposição celebrou o avanço, com Merav Ben Ari entoando uma bênção judaica e Yair Golan chamando o movimento de “começo do fim do pior governo da história de Israel”, citando o dia do ataque a 7 de outubro.
- Pesquisas apontam alta popularidade da operação contra Irã e Hezbollah entre a população, porém 42% dos eleitores do Likud consideram votar em outro partido; se as eleições fossem hoje, anti-Netanyahu teriam 59 cadeiras, coalizão de direita 51 e 10 cadeiras para partidos árabes.
O parlamento de Israel aprovou por unanimidade um projeto preliminar que pode dissolver o Knesset, abrindo caminho para eleições antecipadas. A votação ocorreu no dia 20 de setembro, em Jerusalém, com 110 votos a favor e nenhum em contra. A lei ainda não fixa data, mas prevê que as eleições ocorram até outubro, caso passe pelas próximas etapas.
O governo de Benjamin Netanyahu apoia a medida, em meio a pressões internas. A oposição celebra como início de mudança, citando críticas ao atual governo e ao estilo de coordenação entre coalizão ultrarrreligiosa e direita.
O que acontece, quem está envolvido, quando e onde
O projeto de dissolução segue para votações finais no Knesset, com cronograma incerto. Se aprovado, o prazo para realizar eleições é de até cinco meses após a promulgação, o que pode ocorrer já nas próximas semanas.
Por quê e quais desdobramentos
A aprovação ocorre após ruptura entre aliados de Netanyahu do Judaísmo Unido da Torá, que acusaram o governo de falhar em aprovar uma lei de isenção do serviço militar para estudantes ultraortodoxos. A coalizão defende que cumpriu metas de orçamento e leis.
Racha interno
A ruptura ocorreu quando antigos aliados do premiê anunciaram adesão aos pedidos da oposição pela dissolução. Em resposta, Ofir Katz apresentou projeto próprio de novas eleições, com apoio de partidos ultraortodoxos e de terceiros.
Pesquisas e perspectivas
A popularidade de Netanyahu aumentou com a atuação no conflito com o Irã, segundo pesquisas. No entanto, 42% dos eleitores do Likud consideram apoiar outro partido. Em cenário eleitoral, blocos anti-Netanyahu teriam 59 cadeiras, insuficientes para maioria.
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