- Parlamentares votaram quase que por unanimidade pela dissolução do Knesset; a eleição pode ocorrer em 27 de outubro, ou antes.
- A coalizão de prime‑ministro apresentou o projeto de dissolução após uma facção ultraortodoxa acusar Netanyahu de não cumprir promessas sobre isenção de serviço militar.
- Aproximadamente 110 parlamentares foram a favor; o texto segue para o comitê e, depois, para votação final no Knesset.
- Pesquisas mostram Netanyahu atrás na primeira votação nacional desde os ataques do Hamas em 2023.
- O cenário acontece em meio a guerra com Hamas, Hezbollah e Irã, além de questões jurídicas envolvendo Netanyahu e possível acordo judicial.
Parlamentares de Israel avançam hoje para dissolver o Parlamento, o Knesset, abrindo caminho para eleições antecipadas. A votação preliminar ocorre com a possibilidade de ocorrer até meses antes da data marcada, 27 de outubro. Fonte: CNN Brasil.
O quadro envolve a coalizão de Benjamin Netanyahu, a oposição e uma facção ultraortodoxa próxima ao premiê. A bancada busca manter a base de apoio para seguir com o processo de dissolução. A medida pode definir o formato do governo nos próximos meses.
A votação desta quarta-feira, 20 de outubro, registrou apoio quase unânime na leitura preliminar do projeto. Cerca de 110 deputados votaram a favor, sem opositores ou abstenções. O projeto segue para o comitê, depois volta ao Knesset para a votação final.
Desdobramentos
A decisão acontece em meio a um cenário de guerra com o Hamas, em Gaza, e tensões com Hezbollah e Irã. Economicamente, o país também negocia reflexos do conflito sobre o orçamento e governabilidade.
Netanyahu, aos 76 anos, enfrenta ainda processo de corrupção. O presidente Isaac Herzog tenta mediar acordo judicial que pode incluir aposentadoria política. A saúde do premiê, que já teve câncer de próstata tratado e marca-passo instalado, também é mencionada nos debates.
Caso as eleições ocorram, o quadro pode favorecer ou desfavorecer a coalizão governista. As pesquisas apontam que a atual base não alcança maioria estável, mas a oposição pode enfrentar dificuldades para formar coalizão alternativa.
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