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Liberdade após 23 anos: policiais que ficaram mais tempo presos sob o chavismo

Libertados após 23 anos e um mês, Héctor Rovaín, Erasmo Bolívar e Luis Molina deixam a prisão; ONG aponta outros 500 presos políticos na Venezuela

Manifestação em Caracas na segunda-feira (18) pela libertação dos presos políticos na Venezuela (Foto: Miguel Gutiérrez/EFE)
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  • Três policiais da extinta Polícia Metropolitana de Caracas foram libertados após 23 anos e um mês: Héctor Rovaín, Erasmo Bolívar e Luis Molina.
  • Eles estavam entre os presos políticos mais antigos do chavismo, ligados ao tiroteio na Puente Llaguno, durante a crise de 2002, que terminou com 19 mortes.
  • Os policiais se entregaram em 19 de abril de 2003 e foram condenados a 30 anos de prisão, pena máxima da Venezuela; organizações de direitos humanos dizem que o julgamento foi politizado.
  • A Realidad Helicoide afirma que ainda há 500 presos políticos no país; a ONG mantém a cobrança pela libertação de todos.
  • A Polícia Metropolitana de Caracas foi extinta em abril de 2011, com o efetivo transferido para a Polícia Nacional Bolivariana.

A ONG Realidad Helicoide informou na noite de terça-feira (19) que três policiais da extinta Polícia Metropolitana de Caracas foram libertados após 23 anos de prisão. Héctor Rovaín, Erasmo Bolívar e Luis Molina integravam o grupo. A libertação ocorreu na Venezuela, em meio a relatos de novos avanços em libertações de presos políticos.

Os três agentes foram acusados de participação no tiroteio na Puente Llaguno, ocorrido durante a marcha de abril de 2002, articulando a tentativa de derrubar Hugo Chávez. O episódio resultou em 19 mortos e gerou forte crise política no país.

Eles se entregaram às autoridades em 19 de abril de 2003 e foram condenados a 30 anos de prisão, a pena máxima na Venezuela. Organizações de direitos humanos criticaram o julgamento como irregular e politizado, classificando-os como presos políticos.

Segundo a ONG, ainda há cerca de 500 presos políticos na Venezuela. A entidade afirma que a luta pela liberdade continua e que a prioridade é a libertação de todos os detidos por motivos políticos.

Erasmo Bolívar, hoje com 50 anos, tem histórico de dores estomacais, descolamento de retina e mobilidade comprometida após cirurgia no joelho, de acordo com a família e com a Foro Penal. Luis Molina, 57, foi hospitalizado em 2025 com peritonite, o que interrompeu atividades técnicas na prisão. Héctor Rovain também está com 57 anos.

A Polícia Metropolitana de Caracas foi extinta em 2011, com a transferência de parte do efetivo para a Polícia Nacional Bolivariana (PNB).

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