- Vídeo divulgado pelo ministro Itamar Ben-Gvir mostra ativistas com as mãos amarradas e a testa no chão, em uma embarcação militar durante a interceptação de flotilha com destino à Faixa de Gaza.
- Cerca de quatrocentos e trinta integrantes foram transferidos para navios israelenses e detidos no território, antes de serem deportados; quatro brasileiros integram o grupo.
- O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu afirmou ter ordenado a deportação, mas disse que a forma como Ben-Gvir lidou com os ativistas não está alinhada com os valores de Israel.
- O chanceler Gideon Saar criticou a divulgação do vídeo, alegando que prejudica a imagem internacional do país e atrapalha esforços diplomáticos e militares.
- A flotilha partiu do sul da Turquia, era composta por quase cinquenta barcos e dizia buscar ajuda humanitária para Gaza, contestando o bloqueio naval; o Hamas também criticou as imagens.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou na quarta-feira um vídeo que mostra ativistas de uma flotilha humanitária com as mãos amarradas e a testa no chão, em uma embarcação militar. O áudio reproduz o hino israelense em volume alto. A frota interceptada seguia para Gaza.
Os detidos aparecem já em território israelense, com Ben-Gvir segurando uma bandeira em certo trecho. As imagens vieram à tona após a interceptação no mar Mediterrâneo, quando a flotilha, formada por cerca de 430 pessoas, buscava chegar à Faixa de Gaza.
A operação teve desdobramentos diplomáticos e gerou críticas internas em Israel. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, condenou a divulgação, afirmando que a ação prejudica a imagem do país e compromete esforços diplomáticos. O primeiro-ministro Netanyahu também se manifestou, ordenando a deportação dos ativistas, mas disse que a forma de lidar com eles não condiz com valores israelenses.
Reações e desdobramentos
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os ativistas foram removidos das embarcações e transferidos para navios israelenses, permanecendo detidos antes da deportação. Quatro brasileiros integram o grupo, com origem variada de 40 países, incluindo parlamentares, jornalistas e defensores de direitos humanos.
A flotilha partiu do sul da Turquia na semana anterior, visando levar ajuda a Gaza e contestar o bloqueio naval imposto por Israel. Em comunicações, as forças israelenses relataram disparos de advertência durante a abordagem, enquanto o governo sustenta que não houve interrupção de ajuda humanitária.
Organizações de direitos humanos e representantes internacionais acompanharam o caso. A Adalah informou que os ativistas foram levados ao porto de Ashdod, com advogados buscando acesso. A intenção era movimentá-los para a prisão de Ketziot, no deserto do Negev.
O Hamas criticou as imagens divulgadas, acusando Ben-Gvir de promover tortura e humilhação durante a prisão dos ativistas. O governo de Israel reafirma que não restringe a entrega de suprimentos a Gaza, que continua sob controle parcial até novos acordos.
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