- O ministro Alexandre de Moraes determinou a expedição de ofício ao Ministério das Relações Exteriores e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para efetivar a extradição de Carla Zambelli.
- A decisão ocorreu após Roma autorizar a extradição e pedir informações formais sobre as condições de prisão no Brasil para a ex-deputada.
- O pedido também solicita informações traduzidas sobre as condições do sistema prisional brasileiro, incluindo alas femininas, separação entre presos provisórios e condenados e medidas de segurança.
- Carla Zambelli foi condenada a dez anos de prisão no Brasil por invadir e adulterar dados do Conselho Nacional de Justiça.
- Dados já haviam sido encaminhados ao STF desde novembro, e Moraes orienta que os ministérios adotem as providências para trazer a ex-parlamentar de volta ao país.
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou, nesta quarta-feira (20), que sejam expedidos ofícios ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para viabilizar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, que está foragida na Itália.
A decisão foi tomada após a Coordenação-Geral de Extradição do MJSP informar que Roma autorizou a extradição, solicitando envio formal e traduzido de informações sobre as condições de prisão no Brasil.
A Justiça italiana pediu esclarecimentos e garantias sobre o sistema prisional brasileiro, incluindo as condições de ala feminina, a soma entre presos provisórios e condenados e mecanismos de segurança contra facções.
Moraes afirmou que os dados já foram encaminhados desde novembro e orientou os ministérios a avançarem com as medidas necessárias para a transferência da ex-parlamentar ao Brasil.
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão no Brasil por invasão e adulteração de dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O objetivo é cumprir a sentença por meio de extradição.
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